<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>MIND THE HEADPHONE</title>
	<atom:link href="http://mindtheheadphone.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://mindtheheadphone.wordpress.com</link>
	<description>dando à música o valor que ela merece</description>
	<lastBuildDate>Wed, 15 Feb 2012 00:43:28 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='mindtheheadphone.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://0.gravatar.com/blavatar/e344f261667ea788fa3270157c310848?s=96&#038;d=http%3A%2F%2Fs2.wp.com%2Fi%2Fbuttonw-com.png</url>
		<title>MIND THE HEADPHONE</title>
		<link>http://mindtheheadphone.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://mindtheheadphone.wordpress.com/osd.xml" title="MIND THE HEADPHONE" />
	<atom:link rel='hub' href='http://mindtheheadphone.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>Avaliação: Stax SR-007 &#8220;Omega II&#8221; MKI</title>
		<link>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2012/02/10/avaliacao-stax-sr-007-omega-ii-mki/</link>
		<comments>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2012/02/10/avaliacao-stax-sr-007-omega-ii-mki/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 18:54:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mindtheheadphone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Full-sizes]]></category>
		<category><![CDATA[bhse]]></category>
		<category><![CDATA[cavalli]]></category>
		<category><![CDATA[eletrostático]]></category>
		<category><![CDATA[exstata]]></category>
		<category><![CDATA[fone]]></category>
		<category><![CDATA[headamp]]></category>
		<category><![CDATA[kgss]]></category>
		<category><![CDATA[kgsshv]]></category>
		<category><![CDATA[omega]]></category>
		<category><![CDATA[omega 2]]></category>
		<category><![CDATA[omega ii]]></category>
		<category><![CDATA[orpheus]]></category>
		<category><![CDATA[sennheiser he90]]></category>
		<category><![CDATA[sr-007]]></category>
		<category><![CDATA[sr-009]]></category>
		<category><![CDATA[sr-omega]]></category>
		<category><![CDATA[sr007]]></category>
		<category><![CDATA[srm-323s]]></category>
		<category><![CDATA[srm-727]]></category>
		<category><![CDATA[stax]]></category>
		<category><![CDATA[wes]]></category>
		<category><![CDATA[woo audio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mindtheheadphone.wordpress.com/?p=302</guid>
		<description><![CDATA[INTRODUÇÃO Existem basicamente três tipos de diafragma em fones full-size: dinâmicos, isodinâmicos (ortodinâmicos) e eletrostáticos. Expliquei de modo simplista as diferenças entre eles no meu artigo sobre especificações, mas o resumo é que os eletrostáticos são normalmente considerados os melhores fones em existência, por possuírem um diafragma inacreditavelmente leve e plano, o que resulta num [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=302&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<p>Existem basicamente três tipos de diafragma em fones full-size: dinâmicos, isodinâmicos (ortodinâmicos) e eletrostáticos. Expliquei de modo simplista as diferenças entre eles no meu artigo sobre especificações, mas o resumo é que os eletrostáticos são normalmente considerados os melhores fones em existência, por possuírem um diafragma inacreditavelmente leve e plano, o que resulta num nível de distorção risível, resposta a transientes supersônica, detalhamento invejável e capacidade aparentemente infinita de resolução. Pontos negativos? Bem&#8230; não existem muitos, mas alguns reclamam de falta de peso e impacto. Os maiores defeitos, no entanto, são o preço e a necessidade de um amplificador (energizer, estritamente falando) específico para fones eletrostáticos.</p>
<div id="attachment_306" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/6789202671a581664470b.jpg"><img class="size-medium wp-image-306" title="6789202671a581664470b" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/6789202671a581664470b.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Stax SR-007 MKI</p></div>
<p>Mas não tenho medo ao afirmar que são preços a se pagar por uma qualidade sonora de outro planeta, quanto mais se estivermos considerando um eletrostático de alto nível como o objeto dessa avaliação: o SR-007, também conhecido como Omega II.</p>
<p>A Stax criou, no início da década de 90, o SR-Omega como uma resposta ao Sennheiser HE90, o Orpheus. Porém, pouco tempo depois, em 1995, a empresa foi à falência. Pouco após sua ressurreição, trouxe o que seria uma revisão, porém mais barata, do seu antigo topo de linha. Assim nasceu o SR-007. Existem basicamente três versões do fone: as mais antigas, chamadas de SR-007 e SR-007BL (mercados japonês, champagne e marrom e americano, prata e preto, respectivamente), as segundas, introduzidas em 2007, chamadas  SR-007A e SR-007 MKII e as últimas, sem mudanças no nome mas com mudanças no equilíbrio tonal. Essas últimas têm o número de série começando em SZ3.</p>
<div id="attachment_310" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/staxomega005.jpg"><img class="size-medium wp-image-310" title="StaxOmega005" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/staxomega005.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Stax SR-Omega</p></div>
<p>Curiosamente, essa ordem é normalmente considerada como o inverso da qualidade de som. As mais antigas são as melhores, enquanto as mais novas são as piores. De modo geral, os SR-007 possuem uma sonoridade decididamente quente, <em>lush</em>, com graves fartos, médios incrivelmente líquidos e sedutores e agudos presentes e cristalinos – detesto usar esse termo, que é muito geral, mas nesse caso se aplica, e muito –, mas comportados. Os MKI são os mais neutros da série, enquanto os MKII têm mais graves e agudos, e os mais novos, da série SZ3, são ainda mais puxados para os agudos.</p>
<p>Devo esclarecer que esse review, mais do que qualquer outro, vai ser do sistema SR-007 MKI com o energizer eXStatA. Pelo que dizem, as diferenças que amplificadores diferentes trazem aos eletrostáticos é mais significativa do que no caso dos dinâmicos, e infelizmente não possuo outro amplificador com o qual testá-lo. O eXStatA é uma opção DIY desenvolvida pelo Alex Cavalli, e é um energizer de ótimo custo benefício, mas não há como negar que está muito aquém do necessário para fazer esse fone chegar a seu verdadeiro potencial – o que se consegue com um HeadAmp KGSS e BHSE, ou ainda com o raríssimo Stax SRM-T2. Então, entendam esse texto como uma avaliação do sistema. Esse fone pode chegar a uma performance maior do que a descrita aqui. Tenho certeza de que isso não invalida o review, já que certamente estou ouvindo 70% do SR-007, e já vai ser possível ter uma boa ideia do que ele realmente é.</p>
<p><strong>ASPECTOS FÍSICOS</strong></p>
<p>O fone vem num pacote simples: fone, caixa para transporte e manual. A caixa foi de certa forma uma decepção, porque parece ser de fibra de carbono e metal. No entanto, é apenas um compensado revestido com adesivo. O lado positivo disso é que te assegura que o dinheiro foi investido no fone, e não nos apetrechos! As caixas foram modificadas nas versões mais novas, mas não sei se foi só o design.</p>
<div id="attachment_303" class="wp-caption alignleft" style="width: 234px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/212b21c7_img_0688.jpg"><img class="size-medium wp-image-303" title="212b21c7_IMG_0688" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/212b21c7_img_0688.jpg?w=224&#038;h=300" alt="" width="224" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Diafragma translúcido do SR-007</p></div>
<p>A qualidade de construção do SR-007 em si é fenomenal. Ele é todo em alumínio, com algumas pequenas partes em plástico, e bastante couro genuíno – nos pads, no headband e no elástico que prende o fone à cabeça. É luxuosíssimo e passa a forte impressão de solidez e primor de construção. O cabo é longo e bem construído – inclusive, os cabos da marca são elogiadíssimos pelos entusiastas.</p>
<p>Em questão de conforto, só tenho a elogiar. Ele é sem dúvida nenhuma o fone mais confortável que já usei, e olha que já usei vários. A pressão na lateral da cabeça é absolutamente perfeita para se criar um fit sem qualquer desconforto, e os pads de couro abraçam a cabeça como um travesseiro de seda. O elástico também exerce a pressão ideal, aliviando o peso do fone – que, diga-se de passagem, não é grande. Na minha opinião, ele é também um dos fones mais bonitos já fabricados, principalmente em sua versão mais nova, preta.</p>
<p><strong>O SOM</strong></p>
<p>É muito estranho descrever o som de um fone com essa palavra, até porque acho que as interpretações dela nesse caso são subjetivas, mas tenho dificuldades de pensar em outra que se encaixe tão bem: luxuoso. É uma mistura de calor, elegância, leveza, autoridade, conforto, <em>effortlessness</em> e envolvimento.</p>
<p>Tenho medo de chamá-lo de neutro, porque não há como negar que trata-se de um fone quente. Mas acho que seria como chamar o Sennheiser HD600 de neutro. Pode-se dizer o mesmo do AKG K701, apesar de eles serem fundamentalmente diferentes. Parece que o Stax está do lado quente e eufônico da neutralidade. A carta na manga do 007 é que esse calor não fica no caminho do detalhamento, da transparência extrema e da leveza de sua apresentação.</p>
<div id="attachment_309" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/stax007mk2.jpg"><img class="size-medium wp-image-309" title="stax007mk2" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/stax007mk2.jpg?w=300&#038;h=221" alt="" width="300" height="221" /></a><p class="wp-caption-text">Stax SR-007 MKII</p></div>
<p>Dito isso, seu equilíbrio tonal pende para o lado eufônico, mas é neutro, se um pouco escuro. Graves são fartos, têm textura impressionante e bom impacto, os médios são um verdadeiro exemplo em liquidez e doçura e os agudos têm uma presença excelente e timbre muito correto. Por isso, o SR-007 é um all-rounder dos melhores, se saindo excepcionalmente bem com absolutamente qualquer estilo musical.</p>
<p>Os graves são excelentes, soam redondos e corretíssimos. Peso, corpo, presença e textura são ideais. Em questão de quantidade, são um pouco menos fartos que os do JH13Pro, mas ainda mais presentes que os do K701. Isso não é algo negativo, pelo contrário, na apresentação geral do fone, é exatamente como eu gostaria. Corpo e impacto também são excelentes – acredito que reclamações sobre isso em eletrostáticos se resumem aos mais simples, já que não há do que reclamar no Omega II. Textura é um caso a parte – como é um eletrostático, o nível de detalhes aliado à resposta a transientes cria uma texturização impressionante nos graves, que não é comparável à do Orpheus, mas que deixa qualquer dinâmico que já ouvi comendo poeira. É no mínimo curiosa a capacidade de renderizar tão bem as texturas dos violoncelos ao final da Patética de Tchaikovsky e, ao mesmo tempo, o enorme peso das batidas da Median, do Breakfast, no álbum Anjunabeats 9. Imagino o que aconteceria com um BHSE como amplificador&#8230;</p>
<div id="attachment_311" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/wes-amp-psu-007.jpg"><img class="size-medium wp-image-311" title="wes-amp-psu-007" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/wes-amp-psu-007.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Woo Audio WES e SR-007 MKII</p></div>
<p>Consequentemente, tanto rock quanto música eletrônica, estilos dependentes de uma boa performance nas frequências mais baixas, são muito bem apresentadas pelo 007. Ele não convêm a mesma energia do JH13Pro (até hoje o melhor fone para rock que já ouvi), mas não fica longe. Tem uma apresentação mais comportada e, de certa forma, mais correta. Quanto à extensão&#8230; bem, vejam os números ao final do artigo. Acho que não preciso falar nada.</p>
<p>Quanto aos médios, é engraçado&#8230; acho realmente difícil falar muito aqui. Eu poderia simplesmente passar alguns parágrafos usando e abusando de superlativos para descrever a região média desse Stax. Vou dizer simplesmente que são de um calor, liquidez, clareza, e corpo de levar meu queixo ao chão. É como se fossem de seda, não há como explicar. Vocais, pianos e guitarras em boas gravações são de chorar. A Quiet Nights, do CD homônimo da cantora e pianista Diana Krall, é um daqueles casos: só vendo para crer. Quer dizer, nesse caso, ouvindo. É de um envolvimento e de uma sedução realmente inacreditáveis.</p>
<div id="attachment_308" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/593432331342fe87fecab.jpg"><img class="size-medium wp-image-308" title="593432331342fe87fecab" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/593432331342fe87fecab.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">eXStatA</p></div>
<p>O melhor de tudo é que esse calor, diferentemente de tudo o que já ouvi, não vem a custo de transparência e detalhamento. Esse é o único fone que já ouvi que é, ao mesmo tempo, doce e eufônico mas transparente e detalhista. Ele consegue recuperar microdetalhes com uma proeza incrível, mas ele não os joga na sua cara, simplesmente os coloca ali para serem ouvidos caso o ouvinte queira. Sua personalidade mais escura parece criar um finíssimo véu no som, algo parecido com o Sennheiser HD600, mas esse véu é extremamente discreto e não tira nada da música – ao invés disso, é como se ele estivesse, de certa forma, tentando (e conseguindo) tornar a experiência ainda mais doce e agradável. Isso funciona até em rock. Apesar de conseguir ser tão doce, ele não perde a capacidade de ter autoridade e peso quando lhe é requisitado. O álbum Night Is The New Day, da banda Katatonia, é um atestado disso. A banda mistura um instrumental realmente agressivo com vocais suaves e melodiosos, e o que o Stax consegue fazer com as músicas é espetacular.</p>
<p>Os agudos também beiram a perfeição. Eles têm um pico notável, mas é novamente mais como uma coloração eufônica do que um problema. Assim como nos médios, eles parecem ter um discreto véu praticamente transparente por cima deles, o que mais uma vez não vem a custo de neutralidade e pura transparência. Pratos de bateria são muito bem apresentados – se um pouco finos em algumas situações. Fora isso, novamente não há do que reclamar. A presença, o brilho, a clareza, a velocidade e a transparência são praticamente irrepreensíveis. O fato de esse fone soar escuro parece ter mais a ver com os médios do que com os agudos.</p>
<div id="attachment_304" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/800x600px-ll-ef74b504_1745255125_bhse_gray_high.jpg"><img class="size-medium wp-image-304" title="800x600px-LL-ef74b504_1745255125_bhse_gray_high" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/800x600px-ll-ef74b504_1745255125_bhse_gray_high.jpg?w=300&#038;h=163" alt="" width="300" height="163" /></a><p class="wp-caption-text">HeadAmp BHSE e SR-007 MKI</p></div>
<p>O palco sonoro, seguindo a personalidade do SR-007, é mais intimista do que expansivo. Apesar de ser muito preciso no posicionamento, no recorte e no arejamento, ele não é um exemplo em expansão, e se limita a um espaço curto se comparado, por exemplo, ao Sennheiser HD800. Definitivamente não é algo que me incomoda, mas aqueles esperando por uma experiência totalmente aberta podem se decepcionar. É um palco muito natural, algo como o do JH13Pro, mas, pelo fato de ele ser aberto, a sensação de arejamento e de ausência de limites é muito maior. Não se assustem pela comparação, esse IEM tem um palco incrível, mas ele te passa a sensação de ser fechado. O Stax, em compensação, tem o palco de um tamanho parecido – o que é um elogio, não soa artificial como o AKG K701 ou ainda como o HD800, <span style="text-decoration:underline;">de certa forma</span> – , ou seja, extremamente correto e realista, mas sem a sensação de limites. É como se ele simplesmente levasse a música mais para perto de você, mas não tanto a ponto de o ouvinte perder espaço para respirar.</p>
<p>A capacidade de resolução também é nada menos que incrível. Não existem passagens complexas para o SR-007. E isso usando uma fonte simples como o Cambridge DacMagic e uma amplificação boa mas honesta, como o eXStatA. As diferentes camadas são apresentadas de forma exemplar. Ainda no Quiet Nights da Diana Krall, é possível identificar claramente a voz em primeiro plano, o piano e os pratos da bateria em segundo, seguidos pelas cordas em terceiro e pela percussão no quarto. Dinamicamente o fone também é excelente. Não é tão impressionante nesse quesito quanto o JH13Pro, já que ele parece te preparar ao que vem – ao contrário do monitor. Em concertos de piano, por exemplo, as variações de intensidade das notas são muito evidentes. O início do Segundo Concerto para Piano de Rachmaninoff, com o solista Lang Lang, é forte evidência de sua capacidade.</p>
<p>No todo, o SR-007 se revela como um fone de capacidades extremas, mas elas não são jogadas na cara do ouvinte com prepotência. Ao invés disso, elas são reveladas de maneira suave, e tornam um fone simplesmente apaixonante.</p>
<p><strong>CONCLUSÃO</strong></p>
<p>O Stax SR-007 definitivamente faz jus à fama. Não é à toa que ele é considerado um dos melhores fones já produzidos. Sua capacidade de criar uma conexão emocional com a música é inacreditável, e o excelente equilíbrio tonal faz com que isso seja aplicável a qualquer estilo musical. Suas características são únicas, e aliam habilidades que, em outros equipamentos, são mutuamente exclusivas.</p>
<div id="attachment_305" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/4754838886_34b0fc9cd1.jpg"><img class="size-medium wp-image-305" title="4754838886_34b0fc9cd1" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/4754838886_34b0fc9cd1.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Stax SR-007 MKI e Sennheiser HD800</p></div>
<p>Ele é capaz de prover a energia e a autoridade necessárias para gêneros mais energéticos, mas não esconde que suas verdadeiras habilidades estão na sedução de uma incrível renderização de jazz, peças acústicas, folk e música erudita. A palavra chave nesses casos é essa, sedução – e conforto. Esse fone é realmente apaixonante e é capaz de amolecer o ouvinte mesmo quando ele está em seus momentos mais insensíveis. É muito fácil se apaixonar por uma boa performance de um vocal feminino com o Stax. Elas ganham uma nova vida.</p>
<p>Não tenho como enfatizar o quão delicioso é chegar de um dia difícil no trabalho e colocar o Stax SR-007 na cabeça. O foco não é nem sua proeza, nem o sistema e nem mesmo a música: é você. Ele vai encontrar um jeito de te apresentar a música da melhor forma possível, e acredite, isso não acontece a custo da neutralidade. Ele nunca vai deixar de ser neutro. Mas vai ter sempre um jeitinho de te conquistar tocando música exatamente como você quer</p>
<p>Ele pode tocar qualquer coisa, das músicas mas leves às mais pesadas. Mas parece que o que ele quer de verdade é te colocar no colo, fazer um carinho na sua cabeça e te fazer dormir cantando Diana Krall.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong></p>
<p><strong>Stax SR-007 MKI – fora de produção (entre US$ 1.600,00 e 2.000,00 no mercado de usados)</strong></p>
<p><strong>Stax SR-007 MK2 – US$ 2.600,00</strong></p>
<ul>
<li>Driver eletrostático <em>push-pull</em></li>
<li>Sensibilidade (10kHz): 100dB/100V r.m.s.</li>
<li>Impedância (10kHz): 170.000 ohms</li>
<li>Resposta de Frequências: 6 – 41,000 Hz</li>
<li>Bias Voltage: 580V (Stax Pro Bias)</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Energizers Recomendados – necessários para o funcionamento do fone</strong></p>
<ul>
<li>Stax SRM-323S – US$ 999,00 – <span style="text-decoration:underline;">melhor custo benefício comercial atualmente</span></li>
<li>Stax SRM-717 – fora de produção (entre US$ 1.000,00 e 1.400,00 no mercado de usados)</li>
<li>Stax SRM-007t –fora de produção (entre US$ 1.100,00 e 1.400,00 no mercado de usados)</li>
<li>Stax SRM-727A – US$ 1.999,00</li>
<li>HeadAmp KGSS – fora de produção (entre US$ 1.800,00 e 2.200,00 no mercado de usados) &#8211; <span style="text-decoration:underline;">o melhor meio termo entre custo e performance</span></li>
<li>HeadAmp BHSE – US$ 4.995,00 &#8211; <span style="text-decoration:underline;">o mais indicado</span></li>
<li>Projeto KGSSHV – projeto em andamento</li>
<li>Ray Samuels A-10 Thunderbolt – US$ 6.500,00</li>
<li>Woo Audio WES – US$ 4.990,00</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Equipamentos Associados:</strong></p>
<ul>
<li><em>Transportes:</em> iMac, MacMini</li>
<li><em>DACs:</em> Electrocompaniet ECD-1, Cambridge Audio DacMagic</li>
<li><em>Amplificação: </em>eXStatA</li>
<li><em>Energia: </em>AC Organizer LC111</li>
<li><em>Cabeamento:</em> Acoustic Zen Krakatoa, BlueJeans XLR</li>
</ul>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mindtheheadphone.wordpress.com/302/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mindtheheadphone.wordpress.com/302/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mindtheheadphone.wordpress.com/302/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mindtheheadphone.wordpress.com/302/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mindtheheadphone.wordpress.com/302/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mindtheheadphone.wordpress.com/302/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mindtheheadphone.wordpress.com/302/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mindtheheadphone.wordpress.com/302/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mindtheheadphone.wordpress.com/302/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mindtheheadphone.wordpress.com/302/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mindtheheadphone.wordpress.com/302/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mindtheheadphone.wordpress.com/302/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mindtheheadphone.wordpress.com/302/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mindtheheadphone.wordpress.com/302/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=302&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2012/02/10/avaliacao-stax-sr-007-omega-ii-mki/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/eb8bcfe2bc6b4fa19a8e205c8fa04dda?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mindtheheadphone</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/6789202671a581664470b.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">6789202671a581664470b</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/staxomega005.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">StaxOmega005</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/212b21c7_img_0688.jpg?w=224" medium="image">
			<media:title type="html">212b21c7_IMG_0688</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/stax007mk2.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">stax007mk2</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/wes-amp-psu-007.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">wes-amp-psu-007</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/593432331342fe87fecab.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">593432331342fe87fecab</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/800x600px-ll-ef74b504_1745255125_bhse_gray_high.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">800x600px-LL-ef74b504_1745255125_bhse_gray_high</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/02/4754838886_34b0fc9cd1.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">4754838886_34b0fc9cd1</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Avaliação: AKG K1000</title>
		<link>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2012/01/17/avaliacao-akg-k1000/</link>
		<comments>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2012/01/17/avaliacao-akg-k1000/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 03:30:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mindtheheadphone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Full-sizes]]></category>
		<category><![CDATA[akg]]></category>
		<category><![CDATA[akg k1000]]></category>
		<category><![CDATA[k1000]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mindtheheadphone.wordpress.com/?p=280</guid>
		<description><![CDATA[INTRODUÇÃO Essa deve ser a avaliação mais longa que já escrevi – em compensação, é a mais honesta. O AKG K1000 é um fone que ainda me divide, e vou dizer muita coisa que vai assustar alguns – mas esse texto é realmente sincero e só vai refletir a confusão do que sinto em relação a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=280&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<p>Essa deve ser a avaliação mais longa que já escrevi – em compensação, é a mais honesta. O AKG K1000 é um fone que ainda me divide, e vou dizer muita coisa que vai assustar alguns – mas esse texto é realmente sincero e só vai refletir a confusão do que sinto em relação a ele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O AKG K1000</strong></p>
<div id="attachment_281" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/5407061571_795eec7684_b.jpg"><img class="size-medium wp-image-281" title="5407061571_795eec7684_b" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/5407061571_795eec7684_b.jpg?w=199&#038;h=300" alt="" width="199" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">AKG K1000</p></div>
<p>Um dos métodos que o nosso cérebro usa pra definir a origem de um som é através de uma triangulação – dá para entender fazendo um paralelo com a visão: o que chega a um olho também chega ao outro, mas num ângulo diferente – e o cérebro usa o cruzamento desses pontos de vista pra definir a posição de alguma coisa. O mesmo método é usado com os ouvidos, o que chega num chega no outro, mas com variações (simplificando, o sinal que chega ao ouvido mais distante é atenuado, atrasado e tem variações de fase), que são usadas pra calcular a posição do emissor do som. Daí vem a sensação de palco sonoro. Quando ouvimos um bom set high-end de caixas de som com gravações de referência, é possível “enxergar” um palco sonoro formado na sua frente, com os instrumentos ocupando seus respectivos espaços. É uma experiência incrível – as caixas parecem desaparecer.</p>
<p>Em fones de ouvido, a situação é diferente. O que acontece é que o posicionamento dos drivers é muito artificial em relação a fontes “reais” de som. Essas fontes normalmente vêm da nossa frente e os falantes de fones estão nos lados. Tanto o atraso quanto a variação de fase são perdidos. Por mais que a música abuse do estéreo, os sons parecem acontecer dentro da nossa cabeça, se limitando a vir da esquerda, do centro e da direita. Além disso, existe o fato de que tudo o que ouvimos sofre influência direta das reflexões causadas pela pina, a parte externa das nossas orelhas. Essas reflexões são únicas, e, novamente, o posicionamento artificial dos falantes de fones de ouvido causa uma interação com a pina muito diferente das fontes reais.</p>
<p>O que acontece é que a imagem da música produzida por fones de ouvidos comuns é muito diferente da realidade geralmente limitada à nossa cabeça (daí o termo headstage ao invés de soundstage), e caixas de som chegam muito mais perto.</p>
<p>A AKG quis criar um novo conceito para resolver essas anomalias. Daí surgiu o AKG K1000. Ele é, basicamente, um par de pequenas caixas de som abertas suspensas na frente dos nossos ouvidos. O arco do fone atua somente como um suporte para elas. Esse posicionamento é a chave: como os falantes não fazem uma moldura fechada ao redor dos nossos ouvidos e como eles são posicionados à frente deles, o atraso e a variação de fase dos sons é mantida – obviamente numa menor quantidade que as de fontes reais de sons –, e as reflexões na pina são mais verossímeis. O resultado é um palco sonoro completamente diferente de qualquer outro fone de ouvido: ele lembra muito mais um par de monitores near-field.</p>
<p>O K1000 sem dúvida alcançou muitos dos objetivos de seus criadores, mas a um preço: nenhum fone dinâmico já produzido precisa de tanta potência. O Hifiman HE6 é o único que se aproxima dos requisitos do austríaco. A sensibilidade é assustadora – 74dB/1mW – e, por isso, ele precisa de pelo menos 1W em 120 ohms, ou seja, 8W em 8 ohms. Para um fone de ouvido, essa é uma quantidade monstruosa de potência. Por isso, ele normalmente precisa de um amplificador de caixas de som, já que pouquíssimos amplificadores de fones são capazes de prover o K1000 com a potência que ele necessita. Consequentemente, ele não é terminado num conector P10, e sim num XLR de 4 pinos. Vem, também, com um adaptador que permite conectá-lo diretamente a terminais de caixas de som.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>ASPECTOS FÍSICOS</strong></p>
<p>Fisicamente, o K1000 segue a regra da forma que segue a função. Nada a mais, nada a menos. São literalmente dois falantes suspensos por um arco, e envoltos por uma grade. Ele possui três ajustes: o ângulo dos</p>
<div id="attachment_288" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/img_9234.jpg"><img class="size-medium wp-image-288" title="IMG_9234" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/img_9234.jpg?w=200&#038;h=300" alt="" width="200" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Caixa de madeira</p></div>
<p>falantes, a regulagem das almofadas que o prendem às laterais da cabeça e o <em>headband</em>, que é preso com um elástico e se ajusta à cabeça do ouvinte.</p>
<p>O visual reflete a sua época: 1980, <em>the decade that taste forgot</em> (a época que o bom-gosto esqueceu). Portanto, é um dos fones mais feios que já vi. O conforto também não é dos melhores, já que as almofadas laterais exercem mais pressão do que eu gostaria, e ele não é exatamente leve.</p>
<p>Ele vem com um informativo manual, contendo toda a história de seu desenvolvimento assim como o embasamento teórico dele, uma caixa de madeira e um adaptador para que ele seja ligado a amplificadores de caixas de som.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O SOM</strong></p>
<p><em>Nota: existem duas versões do K1000. As mais antigas, com o número de série até aproximadamente 05xxx, são as consideradas bass-heavy e amplamente vistas como as melhores. As mais novas tinham uma quantidade menor de graves. Essa unidade é das mais antigas.</em></p>
<p>É muito fácil se encantar com o que se ouve na primeira vez que colocamos o K1000. Comigo foi assim. O problema, para mim, foi manter esse encantamento. Esse fone possui algumas particularidades que me impediam de apreciar inteiramente a sua performance. Apesar de ele soar particularmente neutro, sua neutralidade não era, pelo menos para mim, inteiramente desejável. Apesar do AKG ser conhecido por ser um fone difícil de ter sinergia com equipamentos, acho que meu nível de “desgosto” em alguns momentos ia além disso. Por mais que ele fizesse certas coisas incrivelmente bem, no final das contas alguns defeitos não tornavam possível que eu aproveitasse plenamente o que estava ouvindo. Acredito que para boa parte das pessoas esse não seria o caso – a sinergia seria sim difícil, mas não tão difícil quanto foi para mim. Posso dizer que em muitos momentos eu não gostei (e não gosto) desse fone.</p>
<p>O que vou falar agora vai assustar muita gente: o problema é que o som do K1000 é cru, duro, agressivo, não refinado e <em>forward</em>. Não se enganem: esse fone é capaz de proporcionar uma experiência incrível, não é à toa que é considerado um dos melhores fones de ouvido já fabricados. O problema é que não é com qualquer estilo de música e é difícil chegar lá. A jornada até achar algum amplificador que realmente me agradasse com esse fone foi longa, e mesmo com o melhor que já pude ouvir, o AKG ainda falha em me encantar em diversos momentos. Algumas falhas ainda são, para os meus ouvidos, significativas.</p>
<div id="attachment_287" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/dsc00828.jpg"><img class="size-medium wp-image-287" title="DSC00828" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/dsc00828.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Diafragma VLD</p></div>
<p>Por incrível que possa parecer, os graves são a parte menos complicada dele. O diafragma que a fábrica austríaca conseguiu desenvolver possui uma excursão enorme, o que permite que um bom nível de graves chegue ao ouvinte – e com muito impacto. Não é um grave de tremer a cabeça, longe disso, mas é mais forte que, por exemplo, o do K701. Ele é muitíssimo bem integrado no espectro de frequências e, mesmo não sendo um exemplo em textura, é rápido e bem resolvido. Por isso, surpreendentemente ele se sai muito bem com pop, música eletrônica e até hip-hop. Não achem que ele vai produzir graves como um fone fechado – definitivamente não há como isso acontecer –, mas ao mesmo tempo, seu rendimento nessa gama de frequência é muito diferente do que seu design nos faz crer.</p>
<p>Porém, obviamente, existe um ponto em que ele sofre: extensão. Normalmente o roll-off nos graves é gradativo e segue uma atenuação suave conforme a frequência desce. No K1000, esse roll-off é muito mais abrupto. Abaixo de 30Hz, desista! Poucas músicas descem tanto, mas nas que descem, sim, você vai perder parte da música. Mas é um preço a se pagar pelas vantagens únicas desse fone, e definitivamente não é algo que me incomoda.</p>
<p>Os médios são, para mim, o maior impasse na apreciação do AKG. O problema é que, como já foi dito, eles são naturalmente mais para frente do que eu gostaria. É algo como o Shure SE530, mas com mais agudos. Se fosse só isso, não haveria problema, visto que eu gostava muito do SE530 e reclamava justamente da falta de agudos. A questão é que, além de os médios estarem para frente, eles de alguma forma soam duros e não refinados com boa parte dos amplificadores que usei. É uma sensação estranha que nunca ouvi antes, e se manifesta com uma agressividade acentuada. Ouvir alguns rocks mais pesados, por exemplo, pode incomodar bastante, algo que não acontecia com o Shure – muito pelo contrário, aliás. Os graves, rápidos e secos, não são o suficiente para criar uma percepção de “amaciamento” dos médios, o que com alguns fones acontece.</p>
<div id="attachment_289" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/img_9274.jpg"><img class="size-medium wp-image-289" title="IMG_9274" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/img_9274.jpg?w=200&#038;h=300" alt="" width="200" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhe do diafragma</p></div>
<p>Com o JVC A-S5, que naturalmente possui médios mais felizes, o resultado é muito ruim. Falta total de refinamento e uma dureza de doer a alma. Obviamente nesse caso é também um problema sério de sinergia, não sendo culpa do K1000. O Little Dot MKVI com upgrade de válvulas tocava consideravelmente melhor, mas ainda sim mantinha essa dureza nos médios que tanto me incomoda. Quem ajudou muito é o Meier Audio Eartube, com sua sonoridade decididamente romântica, doce e macia – foi ele quem chegou mais perto de domar o AKG. Quando aliado ao DAC Electrocompaniet ECD-1 (também mais quente), é capaz de fazer esse fone cantar. Mas comparados aos do Stax, JH13Pro e K702, os médios do K1000 são consideravelmente <em>forward</em>, e não apresentam a doçura que os outros fones podem ter, mesmo com o Meier. Em alguns estilos musicais essa característica pode ser bem-vinda, mas eu prefiro apresentações mais quentes, e aí é difícil fazer o AKG tocar como eu gosto.</p>
<p>Os agudos e médio-agudos também são um pouco estranhos. O problema é que em todos os fones que já ouvi, parece haver um pequeno incremento nos agudos, o que proporciona um certo brilho a mais e os destaca em relação ao resto das frequências. No K1000 isso não parece existir, então os agudos, apesar de em algumas situações serem ríspidos, soam demasiadamente como uma extensão dos médios e não parecem ter seu próprio espaço no espectro. É como se eles entrassem nos médios, e não existe aquela sensação comum de brilho que outros fones proporcionam. Não sei se encaro isso como um defeito ou como uma qualidade. Entendo de certa forma como uma neutralidade extrema, mas podendo ouví-la, não sei se é o que desejo.</p>
<p>Não é que os agudos sejam ruins – em muitas situações são fantásticos, mas são diferentes de qualquer outro fone que eu já tenha ouvido. A sensação é essa: não parece haver um espaço tão definido para os agudos.</p>
<div id="attachment_290" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/k1000deta4055cae30b6f8.jpg"><img class="size-medium wp-image-290" title="k1000deta4055cae30b6f8" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/k1000deta4055cae30b6f8.jpg?w=300&#038;h=292" alt="" width="300" height="292" /></a><p class="wp-caption-text">Almofadas laterais</p></div>
<p>Com o Eartube essa situação se agrava um pouco porque ele possui os agudos naturalmente mais “escondidos”, o que amplia esse “defeito” no AKG mas é um preço a se pagar pela melhor performance na região média – além disso, com esse amplificador, os agudos não apresentam qualquer resquício de agressividade.</p>
<p>É difícil explicar a sonoridade geral desse fone, mas uma analogia estranha que sempre me vem à cabeça é a de um baixo acústico: ele soa cru e duro, e em certos casos podem ser exatamente o que se quer, mas em outros não. Por exemplo, com músicas acústicas, essa dureza de que tanto reclamo pode ser muito bem vinda porque estranhamente aumenta essa sensação de realismo. Perde-se maciez e ganha-se verossimilhança. Folk e música erudita são gêneros que fazem o K1000 se destacar.</p>
<p>Mas o que torna esse fone realmente especial e ainda me fazem querer mantê-lo em minha coleção é seu palco sonoro. Ele é de fato completamente diferente de qualquer coisa que eu já tenha ouvido, e é capaz de criar uma experiência realmente imersiva mas ainda assim mais realista do que a que outros fones criam. É como se houvesse um pequeno palco à frente da sua cabeça. A experiência é muito mais próxima da de caixas de som do que da de fones de ouvido. Parece muito com monitores near-field. Alguns o criticam dizendo que é um fone indeciso – se o ouvinte quer caixas ouve caixas, e se quer fones ouve fones, e não há espaço para o K1000. Mas, para quem quer um meio termo – ou ainda, para quem não pode ter caixas mas não se acostuma com fones, ele pode ser a solução perfeita.</p>
<p>Músicas mais leves são fenomenais, porque o AKG consegue renderizá-las de um jeito único e encantador. Pequenos grupos acústicos, como Kings of Convenience, Joanna Newsom, Sufjan Stevens e Martha Tilston foram feitos para ser ouvidos com o K1000, já que não se importam com um boost (e com a dureza) nos médios. Não há nada igual ao que esse fone faz. Música erudita é um gênero em que ele é particularmente habilidoso, sendo capaz de tornar a 7ª sinfonia de Sibelius mais envolvente do que nunca. Esse palco criado se estende ao redor do ouvinte com uma definição incrível. Não é uma definição tão difusa quanto a de fones comuns, é algo de certa forma mais intimista e mais palpável. Em gravações binaurais o efeito é particularmente impressionante – pena não ser um formato comum. De toda forma, a conexão emocional com a música proporcionada pela junção do intimismo dos fones com o realismo das caixas de som é absurda.</p>
<div id="attachment_284" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/1716581_090728_akg_headphone_02_thumb.jpg"><img class="size-medium wp-image-284" title="1716581_090728_AKG_headphone_02_thumb" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/1716581_090728_akg_headphone_02_thumb.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">AKG K1000</p></div>
<p>Curiosamente, apesar da experiência assustadoramente espacial, o AKG não possui uma separação instrumental das melhores. O problema é que ele parece se confundir com passagens mais complexas, o que é muito curioso mas não me incomoda, já que praticamente só o ouço com gêneros mais calmos – onde esse tipo de confusão não é crítica. Mas, é importante dizer que, caso alguém não se incomode tanto com o equilíbrio tonal desse fone e o ouça com mais gêneros, é possível que essa característica seja mais evidente. O Stax SR-007 e fones mais modernos, como JH13Pro e Sennheiser HD800 são muito mais bem resolvidos nesse quesito.</p>
<p>Alguns não são, no entanto, em transparência e velocidade. O AKG K1000 possui um diafragma incrivelmente rápido e transparente. O nível alcançado de micro-detalhes é nada menos que impressionante, quanto mais se levarmos em consideração que estamos falando de um fone totalmente aberto e com os agudos comparativamente calmos. Definitivamente não é o que se espera. Já a velocidade não é tão chocante porque, acho, a enorme excursão necessária para esse falante exige uma grande velocidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>CONCLUSÕES</strong></p>
<div id="attachment_286" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/5934857010_c4e59bcd01_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-286" title="5934857010_c4e59bcd01_z" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/5934857010_c4e59bcd01_z.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhe do AKG K1000</p></div>
<p>Estou hesitante em chamar esse capítulo de conclusão e acho que devo desculpas ao leitor, porque não estou lá muito satisfeito com o que escrevi e temo que não esclareça muita coisa a respeito do K1000 – acho inclusive que posso passar uma impressão errada, dando a impressão de que estou falando de um fone ruim. Acabou se tornando mais um desabafo do que uma avaliação em si.</p>
<p>A grande questão é que esse review só externa a confusão do que sinto em relação a esse AKG, e o desgosto que tenho pelo fato de que ele consegue me deixar muito chateado em alguns momentos mas, com a música e com o sistema certos, é nada menos que fenomenal.</p>
<p>Acho que sou uma exceção já que é muito comum rasgar elogios ao K1000, e nunca vi críticas tão veementes a respeito do seu equilíbrio tonal. Talvez eu simplesmente não goste tanto assim dele, porque apresentações mais calmas nos médios (como a de todos os outros fones que já ouvi exceto pelo SE530) me agradam mais. Sei também que não é um problema no meu par especificamente porque já pude ouvir outro, que soava exatamente igual.</p>
<p>Amo o K1000 e o odeio. Com um sistema com pouca sinergia o resultado fica muito aquém do que eu gostaria, porque suas virtudes não são o suficiente para tirar a minha atenção das falhas. Mas, com algo que resolva seus problemas – como o Meier Eartube e Electrocompaniet ECD-1 –, e com as músicas certas, esse fone consegue criar uma experiência realmente sublime.</p>
<p>Tenho certeza de que, mais do que nunca, muito do que escrevi é puramente uma questão de gosto pessoal. É sim possível que o equilíbrio tonal do AKG K1000 esteja mais perto da perfeição do que os outros fones que conheço, visto que ele não é considerado um dos melhores fones já fabricados por poucos. Acontece que, após esse meu tempo de estrada relativamente curto, priorizo uma certa eufonia na sonoridade dos fones, e essa eufonia não é tão facilmente encontrada no fone em questão. Fico me perguntando se esses médios para frente não são mais próximos da realidade, e em alguns momentos acredito que sejam. O problema é que eu descobri que essa aparente neutralidade não é exatamente o que eu busco.</p>
<div id="attachment_298" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/img_9226.jpg"><img class="size-medium wp-image-298" title="IMG_9226" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/img_9226.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Conector XLR</p></div>
<p>Para muitas pessoas, é certo que o K1000 vai ser um fone absolutamente perfeito – não tenho dúvidas. Apesar de ser difícil obter uma boa sinergia com ele (senti essa dificuldade na pele, quase chegando a desistir do fone), quando ela é obtida, as habilidades incríveis do AKG são realmente únicas e criam algo de cair o queixo. São esses momentos que me fazem manter esse fone. Apesar de, como ficou claro, eu ter sentimentos muito misturados com relação a ele, e em alguns momentos – não tenho medo de dizer – eu definitivamente não gostar do que ouço, sei que o que ele faz de melhor, ninguém faz igual.</p>
<p>Então posso afirmar que, apesar das características que eu enxergo como defeitos, o AKG K1000 não é uma lenda à toa. Sua apresentação que mistura o intimismo dos fones com o realismo das caixas de som, com estilos que não evidenciem suas falhas, é diferente de tudo o que existe no mundo do áudio.</p>
<p>Não é sempre que gosto dele. Mas quando gosto, reafirmo a certeza de que ele é uma verdadeira jóia, uma peça única na história dos fones de ouvido que não sai mais daqui.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>UM ADENDO: CHEGANDO AO SISTEMA IDEAL</strong></p>
<p>Quando comprei o K1000, comecei a usar o Cambridge 340A SE e me impressionei muito com o que ouvi. Mas acho que boa parte disso devia-se ao fato de eu estar ouvindo uma novidade, e com o tempo eu passei a perceber falhas que me incomodavam bastante. Tudo aumentou quando fui obrigado a trocar o integrado do meu quarto por um JVC A-S5. O problema é que ele também tem os médios agressivos, então o resultado foi uma reprodução incrivelmente dura e deselegante. Os graves eram presentes, mas os médios estavam léguas à frente deles, com uma dureza absurda, e os agudos ríspidos e sem uma progressão nítida a partir dos médios não ajudavam. Eu definitivamente não estava gostando do que ouvia.</p>
<p>Nesse momento, tinha investido num Stax SR-007 MKI, que se tornou meu fone preferido, e o K1000 ficou esquecido. No entanto, eu ainda tinha esperanças e resolvi procurar um amplificador para fones dinâmicos que pudesse empurrar o AKG e qualquer outro dinâmico que eu pudesse vir a ter em mãos. Foi quando comprei um Little Dot MKVI. Quando liguei o fone nele pela primeira vez, a decepção: não era tão diferente do JVC. Nesse momento, decidi trocar as válvulas originais (ruins) por outras melhores, e aí a situação começou a mudar.</p>
<p>Os médios foram colocados para trás, e o som deu uma boa arredondada, ganhou refinamento e doçura. A diferença não era gritante – mas era uma dessas situações em áudio que uma pequena mudança é suficiente para transformar a nossa percepção geral do que ouvimos. A melhora objetiva não foi grande, mas colocar os médios um pouco para trás foi o bastante para tirar o incômodo do que ouvia, e transformou a experiência em algo prazeroso. Ainda não era 100% como eu queria – alguma dureza permanecia, e o som ainda era centrado nos médios –, mas estava bem mais próximo.</p>
<p>Após um tempo decidido a manter o MKVI, surgiu a oportunidade de adquirir um Meier Audio Eartube, famoso pelo som exageradamente valvulado, doce e macio. Como essa é uma receita para se dar bem com o AKG, resolvi aproveitar a oportunidade, e após ouvir os dois, decidiria qual manter. O resultado já foi postado nas impressões do micro-meet: o Meier tem um som muito mais doce e redondo – maciez é a palavra chave, e faz toda a diferença. Com o Eartube, consegui chegar o mais perto possível da reprodução ideal com o AKG K1000.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong></p>
<p><strong>AKG K1000 – fora de produção (entre US$ 1.100 e 1.500 no mercado de usados)<br />
</strong></p>
<p>Driver dinâmico único</p>
<p>Sensibilidade (1 mW): 74 dB SPL/V</p>
<p>Impedância (1kHz): 120 ohms</p>
<p>Resposta de Frequências: 30 &#8211; 25,000 Hz</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Equipamentos Associados:</strong></p>
<p><em>Transportes:</em> iMac, MacMini, Marantz BD7004</p>
<p><em>DACs:</em> Electrocompaniet ECD-1, Cambridge Audio DacMagic</p>
<p><em>Amplificação: </em>Meier Audio Eartube, Little Dot MKVI, Marantz PM-11S2, Cambridge Audio 340A SE, JVC A-S5, Burson Audio HA-160D</p>
<p><em>Energia: </em>AC Organizer LC111</p>
<p><em>Cabeamento:</em> Acoustic Zen Krakatoa, Acoustic Zen Silver Reference II, Cambridge Audio Arctic, BlueJeans XLR</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mindtheheadphone.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mindtheheadphone.wordpress.com/280/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mindtheheadphone.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mindtheheadphone.wordpress.com/280/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mindtheheadphone.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mindtheheadphone.wordpress.com/280/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mindtheheadphone.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mindtheheadphone.wordpress.com/280/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mindtheheadphone.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mindtheheadphone.wordpress.com/280/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mindtheheadphone.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mindtheheadphone.wordpress.com/280/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mindtheheadphone.wordpress.com/280/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mindtheheadphone.wordpress.com/280/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=280&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2012/01/17/avaliacao-akg-k1000/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/eb8bcfe2bc6b4fa19a8e205c8fa04dda?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mindtheheadphone</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/5407061571_795eec7684_b.jpg?w=199" medium="image">
			<media:title type="html">5407061571_795eec7684_b</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/img_9234.jpg?w=200" medium="image">
			<media:title type="html">IMG_9234</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/dsc00828.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">DSC00828</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/img_9274.jpg?w=200" medium="image">
			<media:title type="html">IMG_9274</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/k1000deta4055cae30b6f8.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">k1000deta4055cae30b6f8</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/1716581_090728_akg_headphone_02_thumb.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">1716581_090728_AKG_headphone_02_thumb</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/5934857010_c4e59bcd01_z.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">5934857010_c4e59bcd01_z</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/img_9226.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">IMG_9226</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Impressões de um micro-meet</title>
		<link>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2012/01/02/impressoes-de-um-micro-meet/</link>
		<comments>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2012/01/02/impressoes-de-um-micro-meet/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 20:34:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mindtheheadphone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amplificadores]]></category>
		<category><![CDATA[Fontes]]></category>
		<category><![CDATA[Full-sizes]]></category>
		<category><![CDATA[akg]]></category>
		<category><![CDATA[aristaeus]]></category>
		<category><![CDATA[benchmark]]></category>
		<category><![CDATA[cambridge audio]]></category>
		<category><![CDATA[cambridge audio dacmagic]]></category>
		<category><![CDATA[cdsa]]></category>
		<category><![CDATA[dac-1]]></category>
		<category><![CDATA[dacmagic]]></category>
		<category><![CDATA[eartube]]></category>
		<category><![CDATA[ecd-1]]></category>
		<category><![CDATA[electrocompaniet]]></category>
		<category><![CDATA[emm labs]]></category>
		<category><![CDATA[emm labs cdsa]]></category>
		<category><![CDATA[hd595]]></category>
		<category><![CDATA[he90]]></category>
		<category><![CDATA[headamp]]></category>
		<category><![CDATA[k1000]]></category>
		<category><![CDATA[k701]]></category>
		<category><![CDATA[k702]]></category>
		<category><![CDATA[litle dot mkvi]]></category>
		<category><![CDATA[little dot]]></category>
		<category><![CDATA[meier audio]]></category>
		<category><![CDATA[meier audio eartube]]></category>
		<category><![CDATA[meitner]]></category>
		<category><![CDATA[mkvi]]></category>
		<category><![CDATA[orpheus]]></category>
		<category><![CDATA[sennheiser]]></category>
		<category><![CDATA[sennheiser orpheus]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mindtheheadphone.wordpress.com/?p=255</guid>
		<description><![CDATA[Como disse no post do dia 8 de Dezembro, me encontrei com o Hugo Freire para realizarmos alguns testes e comparações dos equipamentos que estavam em nossas mãos. Só nos dois estávamos presentes, e um encontro desse tipo é provavelmente o melhor para testar sistemas – já que podemos ouvir o quanto quisermos, sem pressa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=255&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_215" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/dsc01153.jpg"><img class="size-medium wp-image-215" title="DSC01153" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/dsc01153.jpg?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" /></a><p class="wp-caption-text">Uma bela mesa!</p></div>
<p>Como disse no post do dia 8 de Dezembro, me encontrei com o Hugo Freire para realizarmos alguns testes e comparações dos equipamentos que estavam em nossas mãos. Só nos dois estávamos presentes, e um encontro desse tipo é provavelmente o melhor para testar sistemas – já que podemos ouvir o quanto quisermos, sem pressa ou pressão. Aí vão as impressões do que ouvi:</p>
<p><strong>1) Sennheiser Orpheus + HeadAmp Aristaeus + Electrocompaniet ECD-1 + MacBook Pro com M2Tech Hiface</strong></p>
<p>Para quem não sabe, trata-se de um eletrostático feito pela Sennheiser, e é considerado por muitos como o melhor fone já produzido. É, também, até hoje, o mais caro.</p>
<div id="attachment_259" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/5934296445_933d70ab33_b.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-259" title="5934296445_933d70ab33_b" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/5934296445_933d70ab33_b.jpg?w=150&#038;h=112" alt="" width="150" height="112" /></a><p class="wp-caption-text">Sennheiser Orpheus</p></div>
<p>É um &#8220;não-fone&#8221;. Digo isso porque ele não soa como um fone, a sensação que dá é como se ele não fosse nada além de uma janela aberta para a música. O Orpheus não interpreta – ele apresenta. Os graves, aliás, são os melhores que já ouvi em qualquer lugar, fone ou caixa de som – e olhem que já ouvi bastante coisa!</p>
<p>Minha única ressalva (e é pequena) é que em alguns estilos ele tem mais agudos do que <em>eu,</em> <em>pessoalmente</em>, gostaria. Mas é o tipo da coisa fortemente dependente da gravação, e pode ser resolvida com uma fonte diferente. Dessa vez não cheguei a testar com o EMM Labs CDSA do Hugo porque queria ouvir o fone com músicas com as quais sou mais familiar, mas sei que o CD player é definitivamente superior ao DAC Electrocompaniet.<br />
Ouvir o Orpheus é uma experiência única: ele sai do caminho, é você e a música. É ouvir para crer! Um imenso obrigado ao Hugo por tornar essa experiência possível!</p>
<p>&nbsp;<br />
<strong>2) AKG K1000 + Meier Audio Eartube/Little Dot MKVI + Electrocompaniet ECD-1 + MacBook Pro com M2Tech Hiface</strong></p>
<div id="attachment_258" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/img9921j.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-258" title="img9921j" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/img9921j.jpg?w=150&#038;h=100" alt="" width="150" height="100" /></a><p class="wp-caption-text">Little Dot MKVI</p></div>
<p>Não vou me estender sobre o AKG porque futuramente farei um review e esse é um post com breves impressões. Mas o K1000 encanta principalmente pelo imenso palco sonoro, muito mais próximo ao de monitores near-field do que de fones de ouvido comuns, e pela neutralidade. Porém, pode soar ríspido em muitos casos e com os médios mais para frente do que deveriam, apesar da tonalidade relativamente neutra.<br />
O Meier fez um excelente trabalho, sendo o melhor amplificador que já ouvi com o K1000, salvo pelo integrado Marantz PM-11S2 (que não ouço há um tempo, então não lembro se é melhor ou não). O Eartube tem uma personalidade realmente quente e doce, o que é um grande contrapeso à agressividade e &#8220;forwardness&#8221; do AKG. O ECD-1 também tende ao relaxamento, e o sistema ficou muito bom, com grande sinergia entre os componentes. O Little Dot MKVI também tem boa sinergia com o K1000, mas por um motivo diferente: enquanto o Meier cuida da agressividade com a sua sonoridade mais doce, o LD faz isso com os médios relativamente recuados.<br />
De toda forma, o Meier soava muito mais real e natural – as vozes têm mais corpo e soam mais humanas. No Little Dot, a apresentação era mais estéril e puxada para o agudo. No entanto, ele apresentava mais detalhes, então tenho certeza que é possível que ele consiga uma melhor sinergia com outros fones em relação ao Eartube.</p>
<p>&nbsp;<br />
<strong>3) AKG K702 + Meier Audio Eartube/Little Dot MKVI + Electrocompaniet ECD-1 + MacBook Pro com M2Tech Hiface</strong><br />
O K702 é igual ao K701 – com uma avaliação já publicada –, com exceção da cor azul e do cabo removível. É um fone com uma sonoridade realmente elegante, com graves que podem ser interpretados como tímidos mas presentes, extensos e com textura surpreendente, médios líquidos e neutros e agudos transparentes, definidos e com um bom timbre mas, em algumas situações, fortes e desproporcionais em relação aos médios e graves.</p>
<div id="attachment_271" class="wp-caption alignright" style="width: 160px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/17lr.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-271" title="17lr" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/17lr.jpg?w=150&#038;h=112" alt="" width="150" height="112" /></a><p class="wp-caption-text">Meier Audio Eartube</p></div>
<p>Com esse fone, a vitória do Meier ficou mais clara. A questão é que o K702 é naturalmente mais frio e tem agudos fartos, que podem soar ríspidos no sistema errado. O Little Dot faz um belo trabalho com ele, trazendo volume e vontade aos graves mais tímidos do fone com sua potência cavalar. O Eartube, em compensação, é ainda mais potente e traz a vantagem de ser decididamente mais quente, sendo consideravelmente mais orgânico com o AKG. Nesse set, a voz do vocalista numa faixa do fenomenal CD de testes do Hugo (tenho as músicas mas não estou com o nome do CD – fico devendo essa por enquanto!) era um holofote na organicidade do Meier. Comparando os dois amplificadores, eram como duas pessoas distintas cantando. No alemão, era uma pessoa muito mais humana. No chinês, era mais estéril e distante.<br />
Devo dizer que acredito fortemente na sinergia nesse caso, e acho que a clara superioridade do Eartube se deu nesse set particular – e no do K1000. Mas, possivelmente, com fones mais naturalmente quentes e fechados, como por exemplo o Sennheiser HD650, seria mais complicado. Nesses casos, o detalhamento e a transparência maior do MKVI, arrisco dizer, seriam muito bem-vindas.</p>
<p>&nbsp;<br />
<strong>4) AKG K702 + Burson Audio HA-160D + EMM Labs Meitner Design CDSA</strong><br />
O Burson Audio HA-160D é um amplificador com DAC, e o intuito desse teste foi comparar o CDSA com o DAC do Burson. Usamos o próprio Burson como amplificador tanto de seu próprio DAC, quanto do CD player.</p>
<div id="attachment_257" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/burson-ha-160d_1.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-257" title="Burson-HA-160D_1" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/burson-ha-160d_1.jpg?w=150&#038;h=100" alt="" width="150" height="100" /></a><p class="wp-caption-text">Burson Audio HA-160D</p></div>
<p>Fiquei impressionado com a performance do Burson. Num primeiro momento, nem eu e nem o Hugo conseguimos distinguir o que ouvíamos do seu DAC e do CDSA. Era virtualmente igual. A tonalidade parecia ser exatamente a mesma, sem tirar nem colocar nada. No entanto, ouvindo com mais atenção e após um tempo, conseguimos achar a grande vantagem do CDSA: apesar de o equilíbrio tonal ser o mesmo, o CD player ganha na apresentação. Ele cria uma imagem mais convincente da música, com uma melhor renderização do espaço e do tamanho dos instrumentos. A tridimensionalidade é muito mais evidente, enquanto o Burson é mais achatado e bidimensional. Um saxofone, por exemplo, é mais chato e sem vida no HA-160D. No EMM Labs, ele ganha vida.<br />
O HA-160D realmente impressionou, já que custa quase 8 vezes menos que o Meitner. Em compensação, sei que usamos um fone revelador mas sem uma capacidade excepcional de resolução. Talvez, se repetíssemos o teste com algo do calibre de o Sennheiser HD800 ou ainda com um sistema de caixas high-end, o resultado tivesse sido diferente. Porém, no final das contas, foi difícil não ficar impressionado.</p>
<p>&nbsp;<br />
<strong>5) Sennheiser HD595 + Benchmark DAC1 USB (usado apenas como amplificador) + EMM Labs Meitner Design CDSA</strong><br />
Não fui exatamente fã do 595 na primeira vez que o ouvi – achei agressivo e excessivamente &#8220;forward&#8221;. Dessa vez, foi diferente. Encontrei uma sonoridade surpreendemente doce, e o famoso &#8220;Sennheiser Veil&#8221;, que me irritou no HD650, foi motivo de encanto e relaxamento. Fiquei surpreso com o que ouvi, e considerando que o 595 não precisa de sistemas muito pretenciosos, seria definitivamente um fone a se considerar para ouvir música casualmente no computador ou em viagens – com muito conforto, diga-se de passagem.</p>
<p>&nbsp;<br />
<strong>6) AKG K702 + Burson Audio HA-160D/Cambridge Audio DacMagic + Little Dot MKVI</strong><br />
Esse teste não foi feito no encontro, mas achei que seria uma boa ideia postar aqui de qualquer forma. Infelizmente acabei não tendo tempo de comparar o DAC do Burson ao do DacMagic, e nem a amplificação isolada do Burson ao MKVI. Então comparei o Burson com seu próprio DAC ao Little Dot com o DacMagic.<br />
Ao contrário do que eu esperava, o Burson soa mais &#8220;valvulado&#8221; e quente que o Little Dot, que é mais frio e detalhista. Definitivamente não é o que eu esperava comparando um valvulado a um estado sólido! O HA-160D é muito macio, com agudos mais recuados, mas sem perder corpo, brilho e timbre. Sou um pouco chato com agudos, acho fácil errar a tonalidade deles, e não fiquei decepcionado. Em compensação, os graves eram mais tímidos e com menos impacto. O detalhamento também era menor, mas não acho que isso seja uma desvantagem, já que é mais doce e fechado que o chinês. Assim como na comparação com o Meier, é uma questão de sinergia. A resolução, no entanto, ficou devendo ao MKVI.</p>
<p>&nbsp;<br />
Essas foram as minhas impressões. Gostaria novamente de agradecer ao Hugo pela hospitalidade e por um fantástico fim de tarde! Esse post fica, aliás, como uma prévia do encontro que está por vir, em São Paulo, e que vai reunir um grupo realmente incrível de equipamentos – e, mais importante, de pessoas!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mindtheheadphone.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mindtheheadphone.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mindtheheadphone.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mindtheheadphone.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mindtheheadphone.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mindtheheadphone.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mindtheheadphone.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mindtheheadphone.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mindtheheadphone.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mindtheheadphone.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mindtheheadphone.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mindtheheadphone.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mindtheheadphone.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mindtheheadphone.wordpress.com/255/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=255&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2012/01/02/impressoes-de-um-micro-meet/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/eb8bcfe2bc6b4fa19a8e205c8fa04dda?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mindtheheadphone</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/dsc01153.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">DSC01153</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/5934296445_933d70ab33_b.jpg?w=150" medium="image">
			<media:title type="html">5934296445_933d70ab33_b</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/img9921j.jpg?w=150" medium="image">
			<media:title type="html">img9921j</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/17lr.jpg?w=150" medium="image">
			<media:title type="html">17lr</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2012/01/burson-ha-160d_1.jpg?w=150" medium="image">
			<media:title type="html">Burson-HA-160D_1</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Interpretando as Especificações de Fones de Ouvido</title>
		<link>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/12/27/231/</link>
		<comments>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/12/27/231/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 17:19:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mindtheheadphone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[amplificador de fones]]></category>
		<category><![CDATA[armadura balanceada]]></category>
		<category><![CDATA[bass]]></category>
		<category><![CDATA[diafragma]]></category>
		<category><![CDATA[dinâmico]]></category>
		<category><![CDATA[driver]]></category>
		<category><![CDATA[eletrostático]]></category>
		<category><![CDATA[especificações]]></category>
		<category><![CDATA[especificações de fones]]></category>
		<category><![CDATA[graves]]></category>
		<category><![CDATA[impedância]]></category>
		<category><![CDATA[mega]]></category>
		<category><![CDATA[potência]]></category>
		<category><![CDATA[resposta de frequência]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mindtheheadphone.wordpress.com/?p=231</guid>
		<description><![CDATA[Em equipamentos de áudio – tanto sistemas baseados em fones quanto baseados em caixas de som –, nada substitui a audição como forma de avaliação. Infelizmente, frequentemente não é possível ouvir equipamentos que nos interessam, e então ficamos sem parâmetros para julgar o que seria uma boa compra ou não. As avaliações e depoimentos de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=231&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em equipamentos de áudio – tanto sistemas baseados em fones quanto baseados em caixas de som –, nada substitui a audição como forma de avaliação. Infelizmente, frequentemente não é possível ouvir equipamentos que nos interessam, e então ficamos sem parâmetros para julgar o que seria uma boa compra ou não. As avaliações e depoimentos de usuários são a forma mais indicada, porém, cada ouvido uma sentença – o que é do gosto de uma pessoa pode não ser do seu.</p>
<p>Agora, alguns devem estar se perguntando “mas e as especificações?”</p>
<p>Os audiófilos um pouco mais experientes sabem que elas não dizem praticamente nada a respeito da performance de um equipamento, mas vejo os mais leigos confiarem nelas para escolher onde irão seus investimentos – sabendo muito pouco a respeito do que realmente significam essas especificações.</p>
<p>Posso adiantar que nenhuma delas vai apresentar a “voz” de algum equipamento, e consequentemente como ele vai soar aos nossos ouvidos. Tampouco vai evidenciar algo a respeito da sinergia, que é de suma importância no áudio. Porém, alguns dados podem sim ser importantes, e nesse artigo vou tentar explicar um pouco mais a respeito deles. O foco vai ser nos fones de ouvido, mas as partes de sensibilidade, impedância, potência mínima recomendada, potência máxima e resposta de frequência podem ser aplicados também a caixas de som.</p>
<p><strong>1)    Ultra-Mega-Master-Power-Enhanced-Ultimate Bass</strong></p>
<p>Sei que não se trata de uma especificação, mas é algo que chama a atenção de muitos, principalmente iniciantes. Esse tipo de informação é normalmente encontrada em fones mais simples, de fabricantes que sabem que o consumidor comum, acostumado</p>
<p>com earbuds, quer graves, coisa que eles não têm. O problema é que esse Mega Bass normalmente não quer dizer muita coisa, e no final das contas o excesso de graves acaba arruinando a qualidade de som do fone. Regra geral: fuja.</p>
<p><strong>2)    Tipo de diafragma/Driver type</strong></p>
<p>Aqui já é possível tirar algumas conclusões, mas é uma questão muito variável. Cada tipo de diafragma tem uma característica sonora, mas como todos estão tentando chegar no mesmo lugar – a reprodução perfeita –, ao chegarmos mais perto do topo as diferenças normalmente diminuem. Aqui vai um resumo básico dos tipos mais comuns.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">-  Dinâmico</span></p>
<p>É o habitual, o tradicional falante em cone. É muito usado pelo preço baixo e pela capacidade de cobrir uma extensa faixa de frequência. No entanto, não é tão pequeno quanto as armaduras balanceadas. Como é apenas um diafragma por ouvido, não há a necessidade de se usar um crossover, que introduz distorção. Além disso, drivers dinâmicos costumam ter uma sonoridade mais linear do que armaduras balanceadas, algo que alguns preferem.</p>
<p>EDIT: Existem algums fones com mais de um diafragma dinâmico, como o AKG K240, e outros que misturam tecnologias – K340, dinâmico e eletrostático, e Ultimate Ears Super.fi 5EB, dinâmico e de armadura balanceada –, mas são raríssimos e a grande maioria não é mais produzida.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">-   Armadura Balanceada</span></p>
<p>A grande vantagem em relação aos dinâmicos, além do tamanho, é o fato de que é possível empregar mais de um por ouvido, e consequentemente o controle sobre a resposta do fone é maior. Mas são caros e não são capazes de cobrir uma faixa de frequência</p>
<div id="attachment_235" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/b3.jpg"><img class="size-medium wp-image-235" title="b3" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/b3.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Armadura Balanceada</p></div>
<p>muito extensa, sendo deficientes nos extremos. Por isso, fones de armadura balanceada mais sofisticados usam mais de um por ouvido (chegando até 8), obtendo-se assim uma maior resposta no espectro de frequências. Há também a necessidade de um crossover caso haja mais de uma armadura por ouvido. Normalmente, os mais simples têm uma maior granulação, enquanto os dinâmicos são mais lisos. Além disso, os fones de armadura única costumam ser mais centrados nos médios, com menos graves e agudos que os dinâmicos.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"> -  Eletrostático</span></p>
<p>É o tipo mais sofisticado de diafragma, com as maiores capacidades teóricas e, consequentemente, com o maior preço. Um diafragma eletrostático nada mais é do que uma película ultra fina, carregada eletromagneticamente, entre dois <em>stators</em>. Quando uma carga elétrica é aplicada nos <em>stators</em>, o campo magnético é alterado e a película se move para frente ou para trás. A primeira vantagem óbvia é o</p>
<div id="attachment_234" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/celluleelectrostatiquea.jpg"><img class="size-medium wp-image-234" title="celluleelectrostatiquea" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/celluleelectrostatiquea.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Diafragma Eletrostático</p></div>
<p>fato de que a película, tendo apenas micrômetros de espessura, tem um peso risível – no caso do Stax SR-007MKI, por exemplo, ela pesa menos que um metro cúbico de ar –, consequentemente a resposta a transientes é extremamente rápida e o nível de detalhes é altíssimo. A distorção também é praticamente inexistente. Outra vantagem é a resposta de frequência incrivelmente extensa e linear. O resultado sonoro é de transparência e detalhamento extremos e um som particularmente liso mas com textura excelente. Já uma desvantagem é a relativa falta de impacto nos graves se comparados aos dinâmicos.</p>
<p><strong>3)    Diâmetro do diafragma/Driver diameter</strong></p>
<p>Não quer dizer absolutamente nada.<strong><br />
</strong></p>
<p><strong>4)    Sensibilidade/Sensitivity</strong></p>
<p>Em questões práticas, a sensibilidade e a impedância são provavelmente as especificações técnicas mais importantes num fone ou numa caixa de som – já que, junto com a potência do amplificador, vão dar uma ideia do volume ao qual será possível chegar com um determinado sistema. Sensibilidade é, como o nome implica, a sensibilidade de um determinado equipamento a um determinado impulso: a escala costuma ser em dB SPL/W (decibels de nível de pressão sonora por watt) para caixas de som dB SPL/mW (decibels de nível de pressão sonora por miliwatt) para fones, já que a potência requisitada por eles é muito menor. Ou seja, para cada watt ou miliwatt de potência gerados por um amplificador, o fone ou caixa vai te dar X dB SPL – sendo curto e grosso, volume.</p>
<p><strong>5)    Impedância/Impedance</strong></p>
<p>A impedância é a resistência encontrada por um impulso na sua recepção ou transmissão. Ou seja, num fone ou caixa de som, é a resistência imposta pelo diafragma ao impulso. Essa especificação é importante porque é variável, e amplificadores vão fornecer diferentes potências em diferentes impedâncias – já que ele vai ter que lidar com resistências diferentes. Em caixas, a faixa normal de impedância é de 4, 6 ou 8 ohms. Já em fones, normalmente vai de 32 a 600 ohms. Veja que essa impedância varia com a frequência,  e o número fornecido pelo fabricante é como uma média. Existem caixas, por exemplo, que em altíssimas frequências podem chegar a 2 ohms – resistência baixíssima com a qual poucos amplificadores conseguem lidar com compostura.</p>
<p>Em termos práticos, ao juntarmos a impedância e a sensibilidade com a potência de saída da amplificação, a questão é simples. Se um fone tem 120 ohms de impedância e 92dB SPL/mW de sensibilidade e é ligado a um amplificador que fornece 1mW em</p>
<div id="attachment_233" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/mk-viii-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-233" title="MK-VIII-1" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/mk-viii-1.jpg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Little Dot MKVIII SE, para fones de alta impedância</p></div>
<p>120 ohms, esse 1mW gerará 92dB SPL de pressão sonora. Dois detalhes: conforme a impedância aumenta, a potência diminui, e a relação entre potência de saída e nível de pressão sonora não é linear, ou seja, nesse sistema, 2mW não vão te dar 184dB SPL.</p>
<p>Em fones, isso não costuma ser tão importante. Só é válido ter em mente que amplificadores internos de players portáteis normalmente não conseguem lidar com full-sizes de impedâncias mais altas (maior que 80 ohms, por exemplo) ou com sensibilidade baixa. Outra ressalva é que existem amplificadores mais sofisticados que não tocam tão bem com fones de impedância alta ou baixa. Por exemplo, o Little Dot MKVIII é feito para fones de altíssima impedância ( &lt; 300 ohms), então não é ideal para fones de impedância baixa. Vai tocar, e grandes chances de tocar bem, mas não tão bem quanto um amplificador feito para baixas resistências. Aliás, em fones, resistências altas são mais difíceis – até onde sei, com caixas de som é o oposto.</p>
<p>Já em caixas de som, a impedância é extremamente importante, já que vai determinar que potência vai ser extraída do amplificador – além do fato de que uma impedância menor que a aceita pelo amplificador pode queimá-lo. Eles normalmente têm sua potência nominal declarada em 8 ohms e, em 4, ela costuma dobrar. Mas isso não é uma regra.</p>
<p><strong>6)    Potência mínima recomendada/Minimum power recommended</strong></p>
<p>Não costuma ser visto em fones, mas é basicamente a potência mínima recomendada pelo fabricante para se atingir um volume satisfatório. Não é uma coisa tão certa, mas, assim como a sensibilidade, te dá uma boa noção de mais ou menos quanta potência</p>
<div id="attachment_236" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/mini-watt-intro-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-236" title="OLYMPUS DIGITAL CAMERA" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/mini-watt-intro-1.jpg?w=300&#038;h=217" alt="" width="300" height="217" /></a><p class="wp-caption-text">MiniWatt</p></div>
<p>será necessária para um falante. Por exemplo, se potência mínima recomendada por uma caixa de som é 10W, é possível saber que amplificadores com pouquíssima potência (como os valvulados em triode) serão suficientes. Um par muito elogiado, por exemplo, é o amplificador MiniWatt (com apenas 1W de potência) e as caixas Zu Audio Essence, de sensibilidade altíssima. A questão só não é tão simples quanto olhar o número e o entender como mínimo absoluto porque amplificadores fornecem correntes diferentes, então não é raro encontrar alguns que forneçam 100W que toquem mais do que outros que forneçam 200W.</p>
<p><strong>7)    Potência maxima/Maximum power</strong></p>
<p>São os famosos números frequentemente vistos em caixas de som passivas, como por exemplo 150W ou 300W. Muitos, aliás, se confundem, porque não é a caixa que tem 150 Watts. Ela não tem nada (a menos que seja ativa), quem tem é o amplificador. É simplesmente a potência máxima que a caixa pode aguentar sem que haja danos ao seu diafragma. Mas, como há essa questão, como já foi dito, de “forças” diferentes para uma mesma potência, esse número deve ser tomado mais como uma estimativa. Não é uma especificação normalmente encontrada em fones.</p>
<p><strong>8)    Potência de saída/Output power</strong></p>
<p>Essa é a exceção nesse artigo todo, porque é uma especificação de amplificadores, especialmente de caixas de som. Existem outras, como resposta de frequência e slew rate (particularmente significativa para caixas de som), mas não vou abordar nesse artigo por não considerá-las tão importantes para o foco dos leitores. Mas, se alguém quiser alguma maior explicação, fiquem à vontade pra perguntar, e aí adiciono ao texto.</p>
<div id="attachment_232" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/56872_400x300_mini_system_lg_rct-606_pmpo-6600w_rms.jpg"><img class="size-medium wp-image-232" title="56872_400x300_Mini_System_LG_RCT-606_PMPO-6600W_RMS" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/56872_400x300_mini_system_lg_rct-606_pmpo-6600w_rms.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Minisystem com teóricos 6600W PMPO</p></div>
<p>A potência de saída é como a “força” do amplificador, o que está ligado à capacidade dele de fazer caixas de som tocarem. Existem caixas fáceis e caixas difíceis (vejam sensibilidade e impedância), e é a potência do amplificador, junto com o slew rate, que vai determinar o quão bem ele vai lidar com elas – para chegar a um bom nível de volume com compostura e autoridade.</p>
<p>Para começar, nunca acredite nesses fabricantes que declaram 1500W ou algo do tipo. Mais de 200 já é bem esquisito – acreditem, 100W de potência é muito. Essas medidas estratosféricas normalmente são feitas em Watts PMPO, uma medida irreal que tem pouca relação com a realidade. O que importa são os Watts RMS, e os números não são impressionantes. Um ambiente de 20m<sup>2</sup>, com caixas sensíveis, já pode se satisfazer com 30W.</p>
<p>Para saber o que essa potência significa num sistema, como já dito antes, você precisa saber a sensibilidade e a impedância das caixas, além, obviamente, do ambiente no qual esse sistema vai tocar – quanto maior, maiores devem ser as caixas e a potência do amplificador.</p>
<p>Já expliquei bastante a respeito de amplificadores no artigo anterior, mas vale lembrar que a potência têm pouco ou nada a ver com a qualidade de som, e mesmo com relação à força do amplificador, é variável. Existem amplificadores com 100W que tocam mais que outros com 150 ou 200, e se considerarmos os que operam em classe A, não é incomum alguns de 30W tocarem mais que outros de 200W que operam em classe AB. Aliás, hoje em dia os minisystems comuns estão fornecendo a potência em W RMS, mas tenho certeza de que um bom integrado de 150 ou 200W vai tocar mais – falando de volume. Qualidade de som então&#8230;</p>
<p>No entanto, mais potência na maior parte das vezes de fato significa que o amplificador tem mais capacidade de lidar com as caixas, já que vão trabalhar com bastante reserva de potência, o que pode significar mais controle dos diafragmas – em termos práticos, melhores graves. Essa reserva também quer dizer que ele vai trabalhar mais longe do limite, o que significa um menor nível de distorção. Mas, um detalhe: não é incomum em audiófilos achar que potência demais é ruim, já que pode ser descontrolada e o resultado é a perda de refinamento.</p>
<p><strong>9)    Resposta de frequência/Frequency response</strong></p>
<p>Primeiro, para já ficar claro: resposta de frequência <span style="color:#ff0000;"><strong>nunca, sob nenhuma hipótese</strong><span style="color:#000000;"> é indicativa da qualidade de um fone. Qualquer resposta entre 25Hz e 18kHz está mais do que suficiente para um fone de ouvido. </span></span>Em fones, vejo muitos considerando a resposta como um atestado de qualidade, o que em nenhuma hipótese vai ser o caso. Veja por exemplo o JH13Pro, um dos melhores in-ears da atualidade, com uma resposta bem menos ampla que a do Sony EX310, um IEM de entrada. Não preciso dizer que o JH13 está boas léguas à frente do Sony.</p>
<p>Aqui a coisa complica. O que ocorre é que falantes respondem a impulsos, gerando vibrações em diferentes frequências. A frequência da vibração é o que determina se o som é grave ou agudo. Nenhum falante tem uma resposta perfeitamente igualitária em todas as frequências, e nenhum responde infinitamente, seja para os graves, seja para os agudos.</p>
<p>Não é um dado tão importante, já que normalmente só ouvimos de 20Hz a 20kHz, e mesmo que um fone não chegue a esses extremos (o que é incomum), poucas músicas chegam lá. E, a menos que a resposta seja criticamente curta (algo como 60Hz a 15kHz), não vai fazer tanta diferença, até porque, como já foi dito, a resposta nada tem a ver com a qualidade de som. É o que acontece entre os limites que faz toda a diferença. Veja no próximo tópico.</p>
<p>A resposta de frequência indica, simplesmente, os limites, ou seja, até onde o diafragma responde. A questão é que eles não param de responder abruptamente, isto é, respondem a 45Hz e não respondem mais a 44Hz. Há um decaimento nos limites, o nível de pressão sonora vai diminuindo suavemente. Então, como determinar o fim da resposta? Em suma, determinando uma atenuação em relação a um padrão, atenuação essa que chega a um nível audível, ou seja, após esse “limite”, percebe-se que há notavelmente menos graves e menos agudos.</p>
<p>Isso é feito determinando-se uma tolerância em relação a um padrão. Não sei se ele é o dB SPL máximo alcançado numa frequência qualquer ou se é simplesmente uma frequência arbitrária, no meio da resposta. Enfim, eles estipulam uma tolerância, que pode ser, por exemplo, 0.5dB ou 1dB. Quando, nos extremos, a atenuação do nível de pressão sonora, dB SPL, chega à tolerância estipulada, é determinado o fim da resposta de frequência.</p>
<p>Exemplificando: se um fabricante resolveu determinar que o padrão será 1kHz e nessa frequência 1W te dá 92dB SPL, e a tolerância é de 1dB, quando, numa determinada frequência nos extremos, o nível da pressão sonora for 91dB SPL, a resposta de frequência é dada como “terminada”. Se nesse falante essa atenuação de 1dB se deu a 18Hz e a 24kHz, a resposta de frequência é estabelecida como 18Hz a 24kHz.</p>
<p><strong>10)    Gráfico de resposta de frequência/Frequency response graph</strong></p>
<p>O gráfico de resposta de frequência é uma especificação rara, mas para mim uma das mais importantes, já que é o mais perto que se pode chegar de ver como é a sonoridade de um determinado fone, porque evidencia seu equilíbrio tonal. Uma questão é que existem diferentes níveis de interpolação, diferentes microfones, diferentes equipamentos de medição, diferentes amplificadores usados&#8230; então o ideal é que se tenha uma base de dados, com vários fones, feita com os mesmos equipamentos. Outro problema é que ela também depende do amplificador, que tem seu próprio “gráfico”, apesar de com bem menos personalidade que fones ou caixas. Qualquer gráfico de resposta de frequência é feito com um amplificador, e se o seu for diferente, grandes chances de, no seu amplificador, o gráfico ser diferente. Mas não é uma diferença tão grande a ponto de invalidar o que esse gráfico nos diz – que é, basicamente, como o fone se comporta em diferentes frequências. Vai te mostrar por exemplo, a quantidade de graves, médios e agudos, o quão linear é sua resposta, se o roll-off nos extremos é grande, etc. É especialmente útil caso você tenha o gráfico, feito com os mesmos equipamentos, de um fone que você conheça bem. Assim, será possível compará-lo a outros, para saber por exemplo, se o fone no qual você está interessado tem muitos médios ou poucos agudos. No gráfico abaixo, selecionei um fone com um excelente gráfico, o Sennheiser HD800, e colori as faixas de acordo com as minhas considerações pessoais. Créditos ao Headphone.com e ao Innerfidelity.com pelas maiores bases de dados de resposta de frequência que conheço.</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/sennheiserhd800.jpg"><img class="size-medium wp-image-238 aligncenter" title="SennheiserHD800" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/sennheiserhd800.jpg?w=300&#038;h=235" alt="" width="300" height="235" /></a></p>
<p>A interpretação do gráfico é simples: o eixo horizontal representa a frequência, e o vertical o nível de pressão sonora (volume). Ou seja, um fone utopicamente neutro vai apresentar uma linha reta, já que para um mesmo impulso, cada frequência vai ter o mesmo volume, certo?</p>
<p>Então, se a linha é mais para cima ou mais para baixo numa certa região, quer dizer que o fone tem uma quantidade maior ou menor dessa determinada faixa de frequência. Uma linha reta seria uma utopia, não só porque é impossível fazer um diafragma responder linearmente ao longo de toda a sua resposta de frequência mas também porque isso não seria interpretado pelos nossos ouvidos como neutro. Primeiro, porque é normal dar um pequeno aumento nos graves para compensar a ausência de &#8220;body cues&#8221; que os graves reais, de sons naturais, nos proporcionam. Nós sentimos os graves no peito, e com fones isso não acontece, então é normal aumentar um pouco os graves. Outro problema é nos agudos, já que a pina (parte externa das orelhas) é fonte de reflexão, então qualquer coisa que ouvimos de sons reais sofre influência dessas reflexões. O posicionamento de fones é muito artificial, então algumas alterações (como picos e vales na região 2-8kHz) são necessárias para compensar esse posicionamento. É normal que a região dos médios até os agudos seja bem estranha e longe de uma linha reta.</p>
<p>Bom, assim já dá para saber como interpretar um gráfico na teoria. Mas o que eu disse sobre comparação é porque mesmo que você esteja vendo no gráfico que, suponhamos, os médios de algum fone são recuados, você vai ter dificuldades de saber o quanto – mesmo que esteja vendo a atenuação em decibeis, é difícil ter noção da influência exata disso na voz do fone. Agora, se você tiver o gráfico de um fone com o qual você tenha experiência, isso se torna mais fácil, porque você vai comparar ao que você ouve. O mesmo para toda a faixa de frequência. Um exemplo simplificado: se você acha que o seu fone tem poucos graves, vai querer um que possua uma linha mais alta nessa região.</p>
<p>Assim, com os gráficos, é possível ter uma noção de como toca o fone, pelo menos no equilíbrio tonal.</p>
<p>Bom gente, é isso, sei que ficou enorme, mas acho que pode tirar as dúvidas de algumas pessoas, que não sabem exatamente como interpretar as especificações. Como já foi dito, elas não contam toda a história – longe disso –, mas podem sim trazer informações importantes e merecedoras de atenção. E também, como habitual, estou à disposição para dúvidas e, também, críticas!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mindtheheadphone.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mindtheheadphone.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mindtheheadphone.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mindtheheadphone.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mindtheheadphone.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mindtheheadphone.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mindtheheadphone.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mindtheheadphone.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mindtheheadphone.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mindtheheadphone.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mindtheheadphone.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mindtheheadphone.wordpress.com/231/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mindtheheadphone.wordpress.com/231/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mindtheheadphone.wordpress.com/231/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=231&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/12/27/231/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/eb8bcfe2bc6b4fa19a8e205c8fa04dda?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mindtheheadphone</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/b3.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">b3</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/celluleelectrostatiquea.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">celluleelectrostatiquea</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/mk-viii-1.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">MK-VIII-1</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/mini-watt-intro-1.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">OLYMPUS DIGITAL CAMERA</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/56872_400x300_mini_system_lg_rct-606_pmpo-6600w_rms.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">56872_400x300_Mini_System_LG_RCT-606_PMPO-6600W_RMS</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/sennheiserhd800.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">SennheiserHD800</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Álbuns de Destaque: Weightless</title>
		<link>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/12/11/albuns-de-destaque-weightless/</link>
		<comments>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/12/11/albuns-de-destaque-weightless/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 11 Dec 2011 21:22:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mindtheheadphone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Álbuns de Destaque]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mindtheheadphone.wordpress.com/?p=224</guid>
		<description><![CDATA[Álbum: Weightless Artista: Animals as Leaders Gênero: Metal Gravadora: Prosthetic Records Lançamento: Novembro de 2011 Faixas de destaque: Odessa, Somnarium, New Eden e Weightless Esse post é sobre um CD que definitivamente foge da “norma audiófila”. Não é nem jazz, nem erudito, nem rock clássico e nem folk. É algo como fusion-metal progressivo. Não possui uma qualidade de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=224&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/weightless-animals-as-leaders.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-225" title="weightless-animals-as-leaders" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/weightless-animals-as-leaders.jpeg?w=300&#038;h=300" alt="" width="300" height="300" /></a></strong></p>
<p><strong></strong><strong>Álbum:</strong> <em>Weightless</em></p>
<p><strong>Artista:</strong> Animals as Leaders</p>
<p><strong>Gênero</strong>: Metal</p>
<p><strong>Gravadora:</strong> Prosthetic Records</p>
<p><strong>Lançamento: </strong>Novembro de 2011</p>
<p><strong>Faixas de destaque: </strong><em>Odessa, Somnarium, New Eden </em>e<em> Weightless</em></p>
<p>Esse post é sobre um CD que definitivamente foge da “norma audiófila”. Não é nem jazz, nem erudito, nem rock clássico e nem folk. É algo como fusion-metal progressivo. Não possui uma qualidade de gravação excepcional, apesar de ter um valor de produção muito mais alto que seu antecessor. Estou escrevendo isso porque é <span style="text-decoration:underline;">música</span> da mais alta qualidade.</p>
<p>Hoje em dia, não costumo ouvir mais muita música pesada. Já fui viciado em Dream Theater, mas hoje não consigo escutar gêneros muito frenéticos por muito tempo. Por mais que continue gostando, algumas poucas músicas são o suficientes para me cansar. É difícil apontar a razão, mas certos artistas são praticamente imunes a isso. A banda sobre a qual vou escrever é uma delas: Animals as Leaders.</p>
<p>É um projeto liderado pelo guitarrista virtuoso Tosin Abasi, e acompanhado pelo guitarrista Javier Reyes e pelo baterista Navene Koperweis. Não há contrabaixo, o que para um baixista como eu normalmente seria uma heresia numa banda desse gênero, mas o efeito usado por Abasi para suprir a falta de graves supre sua ausência com maestria – dá aliás um feeling diferente ao som da banda.</p>
<p>O álbum é um grande passo adiante em relação ao anterior, que já era ótimo. É um misto incrível de pura agressividade, técnica e melodia. Apesar do virtuosismo impressionante de Abasi, ele nunca nos deixa esquecer que quem está em primeiro lugar é a música.</p>
<p><em>Weightless</em> se abre com um tapping já meio assustador em <em>An Infinite Regression</em>, que rapidamente se transforma num belo soco nos ouvidos. As faixas seguintes, <em>Odessa</em> e <em>Somnarium</em>, traduzem bem o que será encontrado no resto do CD e são, inclusive, duas das minhas favoritas. O solo ao final de <em>Odessa</em> é de cair o queixo, assim como o de <em>Somnarium</em>, que aliado a um riff matador em 3:05 é uma das coisas mais agressivas que já ouvi. O que impressiona é a capacidade de Tosin Abasi de não colocar toda essa agressividade atrás da música. Ela nunca é de graça, e não destoa do que parece ser o objetivo do álbum – apenas a <em>Earth</em> <em>Departure</em> começa meio exagerada, mas no final da música o guitarrista se redime. <em>To Lead You To An Overwhelming Question</em>, apesar de num momento levar um ritmo que parece juntar Charles Mingus com Pat Metheny, Metallica e System Of a Down, também não é das minhas favoritas.</p>
<p>Aliás, ao longo do CD, vemos uma adição intrigante de sons eletrônicos às músicas, que contribuem maravilhosamente bem para o som único do grupo. Também é inesperada a incrível capacidade de compor peças muito delicadas e melódicas – vide <em>Espera</em> e <em>David</em> –, mas sempre melancólicas.</p>
<p>No entanto, são as porradas no ouvinte que encantam (masoquismo?). <em>Isolated Incidents</em> começa com um riff fenomenal e vai numa direção mais leve que o normal do grupo. <em>Do Not Go Gently</em>, que não é das minhas favoritas, se salva por um trecho, em 1:15, em que Abasi introduz um staccato que segura a frase introduzida anteriormente. Os dois juntos, compondo um dos tempos mais estranhos que já ouvi numa música até hoje (não sei até agora qual é), criam um trecho jazzístico interessantíssimo.</p>
<p>Já <em>New Eden</em> é outra peça que apresenta um solo que levou meu queixo até o chão, mas a segunda parte da música é novamente um dos momentos em que o guitarrista se permite arriscar algo mais leve. E <em>Weightless</em>, a faixa título, me deixa preso do início ao fim. Principalmente porque o fim é o melhor. Em 2:25, Tosin Abasi traz uma frase criativa e muito musical, que aliada à bateria quebrada antecipa o verdadeiro evento que é o final: em 3:27, as guitarras em fade-in entram para estourar a caixa de som, o que é curioso porque essa agressividade é surpreendentemente leve nos ouvidos – pelo simples fato de que a melodia prevalece. É nada menos que fenomenal.</p>
<p>Esse álbum é diferente de tudo o que eu já ouvi. Não vai conquistar audiófilos procurando por uma fantástica qualidade de gravação, mas vai conquistar quem gosta do estilo e quer algo refrescantemente diferente. Agressivo ao extremo, mas surpreendentemente musical e com músicas de colocar qualquer fã de músicas pesadas em êxtase.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mindtheheadphone.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mindtheheadphone.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mindtheheadphone.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mindtheheadphone.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mindtheheadphone.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mindtheheadphone.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mindtheheadphone.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mindtheheadphone.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mindtheheadphone.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mindtheheadphone.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mindtheheadphone.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mindtheheadphone.wordpress.com/224/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mindtheheadphone.wordpress.com/224/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mindtheheadphone.wordpress.com/224/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=224&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/12/11/albuns-de-destaque-weightless/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/eb8bcfe2bc6b4fa19a8e205c8fa04dda?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mindtheheadphone</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/weightless-animals-as-leaders.jpeg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">weightless-animals-as-leaders</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Um update despretencioso</title>
		<link>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/12/08/um-update-despretencioso/</link>
		<comments>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/12/08/um-update-despretencioso/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 19:15:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mindtheheadphone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mindtheheadphone.wordpress.com/?p=209</guid>
		<description><![CDATA[Faz um bom tempo que não atualizo o blog, e devo pedir desculpas por isso – afinal, a ideia era atualizar duas vezes por mês. Mas, estando na faculdade e tendo trabalhado por um tempo, fica complicado&#8230; Agora que estou de férias vou tentar me redimir e colocar algumas coisas interessantes. Primeiro de tudo, nesse [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=209&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz um bom tempo que não atualizo o blog, e devo pedir desculpas por isso – afinal, a ideia era atualizar duas vezes por mês. Mas, estando na faculdade e tendo trabalhado por um tempo, fica complicado&#8230;</p>
<p>Agora que estou de férias vou tentar me redimir e colocar algumas coisas interessantes. Primeiro de tudo, nesse fim de semana me encontrei com uma das pessoas mais legais que tive a chance de conhecer nesse mundo do áudio, o Hugo Freire, para fazermos umas comparações interessantes. Um encontro assim é bom porque, ao contrário dos comuns, temos a chance de ouvir os equipamentos com mais calma, tendo a liberdade pra trocar o que estamos ouvindo sem pressa. Aqui vão duas fotos como prévia!</p>
<p><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/dsc01153.jpg"><img class=" wp-image-215 alignnone" title="DSC01153" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/dsc01153.jpg?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" /></a><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/dsc01158.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-216" title="DSC01158" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/dsc01158.jpg?w=300&#038;h=168" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p>Os equipamentos ouvidos foram: AKG K1000 e K702, Benchmark DAC1 USB, Burson Audio HA-160D, Electrocompaniet ECD-1, EMM Labs Meitner CDSE, Meier Audio Eartube e Sennheiser HD595. E, como o melhor sempre fica por último, o rei, Sennheiser Orpheus e Headamp Aristaeus.</p>
<p>Vou colocar as impressões desse encontro junto com comparativos. Infelizmente algumas impressões vão ser curtas porque o tempo acabou ficando meio apertado e não tivemos como ouvir todos os equipamentos como gostaríamos – principalmente o 595, Benchmark e DacMagic. Também teria sido interessante testar exclusivamente a amplificação do Burson, o que não conseguimos fazer.</p>
<p>Segundo, vai ter um encontro em Janeiro maior, bem promissor, e vamos ter a chance de reunir excelentes sets. Estou muito ansioso pra reencontrar o pessoal e conhecer pessoalmente aqueles que ainda não tive a chance.</p>
<p>Por último, pretendo postar uma avaliação de uns dois ou três CDs – estou pensando no Ys da Joanna Newsom e em alguma coisa diferente, tipo alguma coisa de música eletrônica. Vamos ver!</p>
<p><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/joannanewsom-ys.jpg"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-214" title="Joanna+Newsom+-+Ys" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/joannanewsom-ys.jpg?w=150&#038;h=150" alt="" width="150" height="150" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E aproveitando que esse post acabou sendo sobre tudo, alguns lançamentos no mundo dos fones estão bem promissores. Aliás, vou tentar postar mais sobre lançamentos, já que nunca fiz isso e não toma tanto tempo, devo conseguir fazer mais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1)   Sennheiser HD700</strong></p>
<p><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/78db3422_20111205_104fb601615c848a9756snyeffe8jwrj.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-211" title="78db3422_20111205_104fb601615c848a9756SNYeffE8jWRj" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/78db3422_20111205_104fb601615c848a9756snyeffe8jwrj.png?w=266&#038;h=300" alt="" width="266" height="300" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sem dúvida nenhuma o lançamento que está deixando os head-fi&#8217;ers mais ansiosos. Após lançar o HD650 a Sennheiser ficou um bom tempo sem um novo fone topo de linha, até lançar o HD800. Mas ele chegou custando três vezes o preço do antecessor, então não foi um substituto. Se o HD700 não for um substituto também – não sei se vai ser –, vai ficar entre os dois, o que também seria bem legal, pra pelo menos preencher o buraco para aqueles que gostam da Sennheiser mas não querem só um HD650 e não podem comprar um HD800. Além de tudo é lindo, parece uma mistura do HD598 (sem as cores originais) com o HD800.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2)   Shure SRH1840 e SRH1440</strong></p>
<p><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/59f2c04d_dsc_5675.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-210" title="59f2c04d_DSC_5675" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/59f2c04d_dsc_5675.jpg?w=199&#038;h=300" alt="" width="199" height="300" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Shure mostrou que sabe bem o que está fazendo com sua linha de fones full-size, introduzida no mercado há não muito tempo. São fones mais voltados pra monitoração, mas a excelente qualidade de som os tornou um dos melhores custo-benefício em fones de ouvido. Eles são fechados, e aí agora a Shure resolveu entrar nos abertos, mostrando que está tentando produzir não só pra indústria da música, mas também pros ouvintes – já que um fone aberto é mais voltado pra uso recreativo do que profissional. Só resta saber o preço, mas se seguir os passos dos irmão fechados&#8230; temos aí um vencedor. Que, assim como o Sennheiser aí de cima, pra completar é lindo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3)   Burson HA-160DS</strong></p>
<p><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/ha160ds.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-213" title="HA160DS" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/ha160ds.jpg?w=300&#038;h=127" alt="" width="300" height="127" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Versão reduzida do HA-160D. Mantém o mais importante – amplificação e DAC excelentes – e perde os excessos: atenuador de volume stepped e pré amplificador. Ah, e melhor de tudo, perde bastante no preço também: US$400! Se mantiver o que ouvi do HA-160D, vai ser um excelente custo benefício.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>4)   Beyerdynamic T70 e T70p</strong></p>
<p><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/a1a5908d_beyerdynamic_t70_cd_3c.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-212" title="a1a5908d_beyerdynamic_t70_cd_3c" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/a1a5908d_beyerdynamic_t70_cd_3c.jpg?w=300&#038;h=256" alt="" width="300" height="256" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Lançamento bem interessante. Depois do T1, T5p e T50, surge o primeiro full-size totalmente fechado a ostentar a tecnologia Tesla da Beyer. Aparentemente, a construção segue o padrão de excelência da marca e, se a sonoridade seguir a linha do T1 e do T5p (nem tanto do T50, que não faz lá tanto sucesso), também tem tudo pra conquistar espaço no mercado.</p>
<p>É isso!</p>
<p>Um abraço a todos!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mindtheheadphone.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mindtheheadphone.wordpress.com/209/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mindtheheadphone.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mindtheheadphone.wordpress.com/209/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mindtheheadphone.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mindtheheadphone.wordpress.com/209/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mindtheheadphone.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mindtheheadphone.wordpress.com/209/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mindtheheadphone.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mindtheheadphone.wordpress.com/209/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mindtheheadphone.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mindtheheadphone.wordpress.com/209/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mindtheheadphone.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mindtheheadphone.wordpress.com/209/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=209&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/12/08/um-update-despretencioso/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/eb8bcfe2bc6b4fa19a8e205c8fa04dda?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mindtheheadphone</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/dsc01153.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">DSC01153</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/dsc01158.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">DSC01158</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/joannanewsom-ys.jpg?w=150" medium="image">
			<media:title type="html">Joanna+Newsom+-+Ys</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/78db3422_20111205_104fb601615c848a9756snyeffe8jwrj.png?w=266" medium="image">
			<media:title type="html">78db3422_20111205_104fb601615c848a9756SNYeffE8jWRj</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/59f2c04d_dsc_5675.jpg?w=199" medium="image">
			<media:title type="html">59f2c04d_DSC_5675</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/ha160ds.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">HA160DS</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/12/a1a5908d_beyerdynamic_t70_cd_3c.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">a1a5908d_beyerdynamic_t70_cd_3c</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Avaliação – Bowers &amp; Wilkins P5</title>
		<link>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/08/03/avaliacao-%e2%80%93-bowers-wilkins-p5/</link>
		<comments>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/08/03/avaliacao-%e2%80%93-bowers-wilkins-p5/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Aug 2011 21:13:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mindtheheadphone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Full-sizes]]></category>
		<category><![CDATA[bowers]]></category>
		<category><![CDATA[bowers & wilkins]]></category>
		<category><![CDATA[fone]]></category>
		<category><![CDATA[p5]]></category>
		<category><![CDATA[portátil]]></category>
		<category><![CDATA[supra-aural]]></category>
		<category><![CDATA[wilkins]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mindtheheadphone.wordpress.com/?p=189</guid>
		<description><![CDATA[INTRODUÇÃO Já pude ouvir alguns sistemas com caixas da Bowers &#38; Wilkins – famosa marca britânica de equipamentos deáudio, conhecida por ter sua marca estampada nas caixas usadas pelos estúdios Abbey Road. Já testei as torres 603 e 803S e as bookshelves 805S e as novíssimas 805D. Ainda era muito iniciante quando ouvi as maiores, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=189&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<p>Já pude ouvir alguns sistemas com caixas da Bowers &amp; Wilkins – famosa marca britânica de equipamentos deáudio, conhecida por ter sua marca estampada nas caixas usadas pelos estúdios Abbey Road. Já testei as torres 603 e 803S e as bookshelves 805S e as novíssimas 805D. Ainda era muito iniciante quando ouvi as maiores, mas quando tive contato com as books, tive uma mesma impressão: era como se houvesse algo a mais<a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/08/bwp5.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-193" title="b&amp;wp5" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/08/bwp5.jpeg?w=300&#038;h=246" alt="" width="300" height="246" /></a> nos médios que me passava a sensação de alguma coisa que não permitia que os sons saíssem perfeitamente limpos e livres. Era como se o som apresentasse uma camada de gordura. Não é fácil explicar, mas como ouvi essas caixas em sistemas e ocasiões diferentes, presumi que essa coloração era proveniente das caixas. Essa característica definitivamente me incomodou, já que, por causa disso, elas não me pareceram neutras o suficiente. Curiosamente, é exatamente essa característica que me encantou no P5.</p>
<p>Ele representa a entrada da B&amp;W no mercado de fones de ouvido. É interessante notar que a marca decidiu fazer essa entrada em sua divisão de consumo em massa (onde se encontram os docks de iPod Zeppelin), e não na divisão high-end de caixas de som de alto nível. Assim, ele é fone portátil, fechado, destinado ao uso com players portáteis, sem pretensões de ser um fone de referência. Para alguns isso pode ser uma decepção, já que certamente a B&amp;W tem pedigree suficiente para criar equipamentos incríveis – vide as 800D e as chocantes Nautilus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>ASPECTOS FÍSICOS</strong></p>
<p>Se o que você procura é luxo, esse é o fone perfeito. A qualidade de construção e acabamento do P5 são irrepreensíveis; nenhuma parte visível do fone é plástico. O usuário só tem contato com couro, metal, tecido e borracha. Afirmo que fisicamente ele não deve nada ao Stax SR-007, que logo após o Orpheus é o fone mais bem construído que já vi.</p>
<p><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/08/p5-ear-pad-detail1.jpeg"><img class="alignleft size-medium wp-image-195" title="p5_sht2 020" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/08/p5-ear-pad-detail1.jpeg?w=225&#038;h=300" alt="" width="225" height="300" /></a>É um misto interessante de retrô e modernidade. Não tenho do que reclamar – na minha opinião é um fone lindo, e com certeza um dos mais confortáveis que já usei. Exercem a pressão ideal nos ouvidos e a headband é extremamente acolchoada. Outra questão interessante é que ele é o supra-aural que mais isola que já usei. Só não digo que é o full-size que mais isola porque esse posto pertence ao Bose Triport (uma porcaria, mas o isolamento é excelente). Os pads são muito grossos, e quanto em contato com os ouvidos, a pressão faz com que a espuma se molde aos ouvidos e, como consequência, a atenuação de ruídos externos é excelente. Logicamente, não é comparável à de um intra-auricular, mas para um fone dessa categoria, é surpreendente.</p>
<p>Os pads, aliás, são presos através de ímãs e removíveis, dando acesso ao mecanismo para a troca do cabo, que é muito simples e direto. O P5 inclusive vem com dois, um normal e outro com microfone e controle de volume, o que reforça a proposta do fone. Um problema, no entanto, é que o cabo é preocupantemente fino. Acho que para o uso fora de casa essa é de certa forma uma vantagem, já que não há desconforto pelo tamanho ou extensão dele. Mas não há dúvidas de que eles não inspiram confiança. Espero que a B&amp;W tenha aprendido com a Bang &amp; Olufsen e seus cabos ultra finos mas indestrutíveis. (Aliás, em off, fica aqui um puro desabafo: marcas de cabos para instrumentos, vocês bem que podiam aprender, né? Nunca tive um cabo que durasse mais de um ano, e olha que cuido bem deles&#8230; e isso porque são mono e devem ter 0,5 cm. de espessura)</p>
<p>O P5 possui ajustes tanto no headband quanto nos earcups, que giram para que o fone se acomode melhor à cabeça do usuário e para que ele seja quardado dentro da capa para transporte – também muito luxuosa, diga-se de passagem. Só não é muito segura porque é de tecido, e protege somente de sujeira, e não de choques.<a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/08/5002973789_2e3a25cdc0.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-190" title="5002973789_2e3a25cdc0" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/08/5002973789_2e3a25cdc0.jpeg?w=300&#038;h=199" alt="" width="300" height="199" /></a></p>
<p>Sobre aspectos físicos, o P5 é realmente de outro mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O SOM</strong></p>
<p>Sempre fui uma pessoa que priorizou fidelidade acima de tudo. Mesmo que com o tempo a gente aprenda que é praticamente impossível precisar um único neutro absoluto, sempre achei que, caso algo não soasse relativamente neutro para mim – mesmo que seja um neutro diferente, por exemplo, considero tanto o SR-007 quanto o HD800 neutros, e eles são muito diferentes, em alguns casos até opostos –, eu não iria gostar. Até me encantar com o P5&#8230;</p>
<p>Ele é decididamente colorido, mas o interessante é que essa coloração soa analógica. É como se qualquer coisa que passa pelo fone fosse equalizada por um set de vinil. Não que vinis não consigam soar neutros, mas eles naturalmente possuem um calor a mais, e é isso que o B&amp;W faz. Adiciona uma pitada (ou será uma colher de sopa?) analógica à música. Aprovar essa característica é puramente uma questão de gosto. Para mim, depende da música e do momento. Não acho que exista algum gênero que soe persistentemente impróprio com essa coloração. Não é sempre que ela é totalmente bem vinda mas, no momento certo e com a música certa, esse fone é <a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/08/bw-p5-mobile-hi-fi-headphones-2.jpeg"><img class="alignleft size-medium wp-image-194" title="BW-P5-Mobile-Hi-Fi-Headphones-2" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/08/bw-p5-mobile-hi-fi-headphones-2.jpeg?w=275&#038;h=300" alt="" width="275" height="300" /></a>espetacular. Ouvindo Fredrika Stahl ou Diana Krall por exemplo, esse calor extra faz milagres, torna a música muito mais intimista e o resultado final é delicioso. É realmente encantador. Esse intimismo também é visto no palco sonoro, que definitivamente não é ruim para um supra-aural fechado, mas que é mais próximo do que um fone aberto. A sensação não é a de que falta espaço pra respirar – é que você está mais perto da música.</p>
<p>Existe algo fantástico a respeito dos médios. É como se houvesse a mesma gordura das caixas, mas de alguma forma, no fone ela me agrada. Ao invés de estar no caminho da música, ela contribui para que a música seja mais doce, principalmente com obras de jazz e pop.</p>
<p>No entanto, o maior trunfo do P5, na minha opinião, está nos agudos. São incrivelmente gentis e se apresentam numa quantidade que, apesar de para os meus ouvidos não ser exatamente neutra, contribui para o caráter confortável da assinatura sonora do fone. A fadiga auditiva é literalmente inexistente. O timbre dos agudos também é exemplar. Parece que o roll-off, que é audível, dá uma característica “arredondada” aos agudos. É como quando um baterista bate gentilmente no centro de um splash. O som agudo está lá, bem definido, e claro, mas delicado e sem as “rough edges” (perdoem-me o inglês, mas não consigo pensar em algo que traduza melhor o que quero expressar) ou granulação de qualquer tipo.</p>
<p>Quanto aos graves, não tenho tantos elogios. Primeiramente, acho que são um pouco excessivos. Não são obstrusivos, mas o famoso mid-bass hump é acentuado, o que reforça a posição do P5 no mercado – ele não é um fone de referência, mas sim um que visa agradar às massas além (ao invés?) dos audiófilos. Acho que essa é minha maior reclamação. Com música eletrônica por exemplo, em alguns casos me incomoda, e falta definição e textura. Aqui, a gordura também é presente mas é indesejável. Ao mesmo tempo, é possível que esse boost nos graves exista para compensar os ruídos externos, já que o fone foi feito para o uso fora de casa.<a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/08/b-w-p5-1.jpeg"><img class="alignright size-medium wp-image-192" title="b-w-p5-1" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/08/b-w-p5-1.jpeg?w=300&#038;h=211" alt="" width="300" height="211" /></a></p>
<p>E já que estou falando de defeitos, devo dizer que existe outro muito significativo. Apesar de considerá-los excelentes com boa parte dos gêneros musicais, existe um outro tipo de coloração nos médios que me desagrada. Acho que não é relacionada ao calor sobre o qual falei antes, mas quando ouço rock por exemplo, parece que na região média dos médios há algo errado, o que não permite que eu considere o P5 um bom fone para esse gênero. É possível ouvir, mas não acho que é algo que ele faça bem, já que esse defeito afeta fortemente o que seria outrora um excelente equilíbrio tonal. Não é o suficiente para que eu considere o equilíbrio do fone ruim, mas ao mesmo tempo não é incrível. Essa falha não parece se manifestar com músicas sem atividade numa faixa muito extensa de frequências – inclusive, se eliminar esse defeito significasse abrir mão da doçura e do calor do P5 com outros estilos, eu não faria essa troca. É um preço a se pagar. O mesmo a respeito do detalhamento – ele não é dos melhores, mas isso para mim não importa. A musicalidade é a prioridade, e não a análise fria e objetiva da música.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>CONCLUSÕES</strong></p>
<p><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/08/b-w_p5_headphones_unboxed_1-540x358.jpeg"><img class="alignleft size-medium wp-image-191" title="b-w_p5_headphones_unboxed_1-540x358" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/08/b-w_p5_headphones_unboxed_1-540x358.jpeg?w=300&#038;h=198" alt="" width="300" height="198" /></a>Não tenho medo de dizer que adoro o B&amp;W P5. Em aspectos técnicos ele definitivamente não é perfeito, já que passa muito longe da neutralidade e da referência. Ele tem uma voz própria e, não sei bem como, é capaz de tornar qualquer música analógica, o que pode ser o que muitos procuram. Mas sei que não é para todos. Pessoalmente, admito que não o teria como meu único fone, mas tenho me visto usando esse fone frequentemente. Admito que não é somente pela qualidade de som. É também pelo conforto, pelo luxo e pela beleza do P5.</p>
<p>É curioso. Me parece que alguns fones conquistam porque te mostram a música passivamente, com muita elegância, equidistante de você e da música. Já o P5 encanta porque não fica à mesma distância de você e da música. Ele pega um ferro de passar roupas, passa na música do jeito dele e senta do seu lado para ouví-la com você.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong></p>
<p>Bowers &amp; Wilkins P5 – US$ 299,99</p>
<p>Driver dinâmico único</p>
<p>Sensibilidade (1V): 115dB</p>
<p>Impedância (1kHz): 26 ohms</p>
<p>Resposta de frequências: 10Hz – 20kHz</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Equipamentos associados:</strong></p>
<p>iPod Classic</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mindtheheadphone.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mindtheheadphone.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mindtheheadphone.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mindtheheadphone.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mindtheheadphone.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mindtheheadphone.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mindtheheadphone.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mindtheheadphone.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mindtheheadphone.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mindtheheadphone.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mindtheheadphone.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mindtheheadphone.wordpress.com/189/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mindtheheadphone.wordpress.com/189/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mindtheheadphone.wordpress.com/189/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=189&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/08/03/avaliacao-%e2%80%93-bowers-wilkins-p5/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>17</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/eb8bcfe2bc6b4fa19a8e205c8fa04dda?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mindtheheadphone</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/08/bwp5.jpeg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">b&#38;wp5</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/08/p5-ear-pad-detail1.jpeg?w=225" medium="image">
			<media:title type="html">p5_sht2 020</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/08/5002973789_2e3a25cdc0.jpeg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">5002973789_2e3a25cdc0</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/08/bw-p5-mobile-hi-fi-headphones-2.jpeg?w=275" medium="image">
			<media:title type="html">BW-P5-Mobile-Hi-Fi-Headphones-2</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/08/b-w-p5-1.jpeg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">b-w-p5-1</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/08/b-w_p5_headphones_unboxed_1-540x358.jpeg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">b-w_p5_headphones_unboxed_1-540x358</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O Famoso Burn-In</title>
		<link>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/06/10/o-famoso-burn-in/</link>
		<comments>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/06/10/o-famoso-burn-in/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 10 Jun 2011 04:01:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mindtheheadphone</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mindtheheadphone.wordpress.com/?p=181</guid>
		<description><![CDATA[Esse texto provavelmente vai causar revolta em muita gente. Quero deixar claro que a minha intenção ao escrever isso não é necessariamente fazer com que as pessoas parem imediatamente de acreditar no fenômeno, até porque eu não exatamente desacredito, é simplesmente trazer questões que parecem ser ignoradas pelos crentes. Poucos assuntos geram tanto debate no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=181&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse texto provavelmente vai causar revolta em muita gente. Quero deixar claro que a minha intenção ao escrever isso não é necessariamente fazer com que as pessoas parem imediatamente de acreditar no fenômeno, até porque eu não exatamente desacredito, é simplesmente trazer questões que parecem ser ignoradas pelos crentes. Poucos assuntos geram tanto debate no mundo da audiofilia, e meu objetivo não é necessariamente criar um novo. Mas ficaria muito feliz se soubesse que aqueles que leram o que vou escrever agora vão parar pra pensar antes de dizer que seus fones melhoraram após vinte horas de ruído rosa.</p>
<p>Acho que muitos, antes mesmo de lerem o texto, vão dizer: ouça! Mas aí é que está o problema. Será que, nesse aspecto, podemos mesmo confiar no que estamos ouvindo? Admito que posso sim ouvir a diferença. Mas, da mesma forma, eu vejo essa imagem (<a href="http://www.redeviciados.com/wp-content/uploads/2010/11/optical-illusion-wheels-circles-rotating.png">http://www.redeviciados.com/wp-content/uploads/2010/11/optical-illusion-wheels-circles-rotating.png</a>) se mexer e essas linhas (<a href="http://www.puzzlecow.com/wp-content/uploads/2010/06/optical-illusion-1.png">http://www.puzzlecow.com/wp-content/uploads/2010/06/optical-illusion-1.png</a>) serem completamente tortas. O que, como sabemos, não é verdade.</p>
<p>Sendo curto e grosso, o burn-in é o amaciamento de algum equipamento. A teoria por trás do fenômeno é que equipamentos, ao sair da linha de produção, não se encontram em perfeito estado de funcionamento – estado este que só será atingido após certo tempo de uso. Acho que o fenômeno começou a ser descrito em caixas de som, e aí, depois de um tempo, passou a afetar amplificadores, CD players e até cabos.</p>
<p>Milhares de audiófilos juram de pés juntos que encontram diferenças perfeitamente audíveis e evidentes após algum tempo de uso em aparelhos de som. Diariamente leio relatos como “os graves só se soltam após 100 horas”, “no início ele era duro, mas depois de 50 horas tocando música se soltou”. Pode ser que eles estejam certos? Claro que pode. Mas também pode ser que aquele maluco da esquina que disse que viu um unicórnio alado também esteja certo. Sei que é um exemplo grosseiro, e com isso não quero dizer que os dois relatos são “loucuras” de uma mesma categoria – meu intuito é mostrar que são percepções praticamente sem nenhuma evidência mas que, ao mesmo tempo, não têm como ser refutadas. Aliás, de acordo com a ciência, até onde sei, o burn-in não existe. Um fone já sai da linha de montagem com toda a elasticidade que ele terá. Um amplificador já começa tocando (exceto pelo tempo de aquecimento para o funcionamento ideal, mas isso é diferente e muito real) tanto quanto tocará no ápice de suas habilidades. Tudo bem; concordo que a ciência não explica tudo e muitas vezes erra. Mas é para se pensar.</p>
<p>Existem exceções: válvulas por exemplo, por trabalharem com temperaturas altas, talvez estejam mais sujeitas a algum tipo de estabilização. Mas a borracha que circunda um diafragma ou o papelão que o compõe, em teoria, já saem da linha de montagem exatamente como deveriam. Nesse texto, estou falando exclusivamente do amaciamento mais esotérico, como o de caixas, fones, cabos, CD players, amplificadores, etc.</p>
<p>O que me incomoda nessa história toda é que o fenômeno do burn-in foi amplamente vulgarizado e, aparentemente, tornou-se uma verdade universal para muitos entusiastas do áudio. Muitas pessoas, tanto iniciantes como experientes, leram a respeito de experiências de outros audiófilos com o fenômeno e, quando acharam que se depararam com ele, contaram para outros, que imaginaram que viram, e por aí vai.</p>
<p>O grande problema é que o burn-in é apenas uma das hipóteses para explicar uma mudança que nem sequer está comprovadamente ali.</p>
<p>Basicamente, 99% dos relatos (se não todos) que já li sobre o amaciamento de aparelhos é decorrente, invariavelmente, da experiência de algum usuário com esse aparelho. Esse usuário compra o equipamento, ouve, forma opiniões e, depois de um tempo (seja usando normalmente, seja deixando tocando ruído rosa), tem percepções diferentes. Explicam essa percepção com o burn-in. Ou seja, temos aqui uma hipótese: “o som do aparelho mudou”.</p>
<p>Antes de entrar no burn-in, temos de analisar essa hipótese. Primeiro de tudo, existe o fato de nós humanos sermos praticamente desprovidos de memória auditiva. Ela existe, mas é extremamente deficiente e está sujeita às mais diversas peças que nosso cérebro pode pregar. É realmente difícil formar uma memória perfeita de alguma experiência auditiva. Claro que temos uma boa ideia a respeito dela, mas detalhes são mais obscuros.</p>
<p>Outra questão é a de que nossa percepção acerca de alguma sonoridade muda constantemente. Quem nunca usou um fone por muito tempo, fez um upgrade e, quando voltou ao antigo, teve uma percepção completamente diferente? Nossos ouvidos se acostumam. É mais do que natural. Quando usava um Shure SE530 por exemplo, adorava os seus agudos. Quanto ouvi o Sennheiser IE8 pela primeira vez, o achei frio porque tinha muito mais agudos. Ao me acostumar com ele e voltar para o SE530, vi que ele na verdade praticamente não tinha agudos e era extremamente sombrio. Arrisco dizer que a grande maioria dos leitores vai se identificar com isso.</p>
<p>Agora, assimilando ao burn-in: o IE8 tem infinitamente mais graves que o SE530. Eu era acostumado ao Shure e gostava de sua presença nos graves. Quando ouvi o Sennheiser pela primeira vez, achei que a quantidade de graves era descomunal e desnecessária. Com o tempo, achei que eles ficaram mais equilibrados. Será que ele amaciou? Ou será que eu me acostumei com a sua quantidade de graves?</p>
<p>Essas duas possibilidades são alternativas ao burn-in, e de um ponto de vista científico, são questões comprovadas e conhecidas a respeito de nós. Essa queima, em contrapartida, parece uma explicação um pouco mais controversa.</p>
<p>O único método para comprovar essa hipótese seria comparar diretamente um aparelho novo a um usado, ou então fazer medições em algum equipamento ao longo do teórico amaciamento. No entanto, acho que nunca vi um audiófilo que acredita no burn-in fazer isso. Geralmente ele simplesmente ouve, acha que mudou – o que, como expliquei acima, possivelmente não é o caso –, e pronto, foi o danado burn-in. Esse método não é nem um pouco confiável. Nós humanos somos incrivelmente suscetíveis a ilusões; vide as famosíssimas ilusões de ótica. Podem ter certeza, as pessoas mais fáceis de serem enganadas não são os outros, somos nós mesmos. Além disso, vamos supor que o audiófilo consiga sim comparar um produto novo a um usado e veja diferenças. Ainda nesse caso, o burn-in vai ser só uma de diversas possíveis explicações (vou desenvolver mais adiante).</p>
<p>Com que propriedade alguém pode afirmar que um fone X só atinge seu verdadeiro potencial a partir de 300 horas? Será que a memória do usuário da performance do aparelho assim que saiu da caixa é apurada, quanto mais a níveis de detalhes? Duvido, quanto mais com essa precisão temporal – é uma mudança brusca, ou seja, a 290 horas a performance era pior? E será que não foi a percepção do usuário que mudou? E mais, não se esqueçam de que estamos falando de detalhes, o que envolve uma maior possibilidade de erro.</p>
<p>Enfim, supondo que testes sejam feitos. Conheço poucos. Bem, na verdade, só conheço três, e as conclusões são interessantes. Aqui vão:</p>
<p><a href="http://www.audioholics.com/education/loudspeaker-basics/speaker-break-in-fact-or-fiction/speaker-break-in-fact-or-fiction-page-2">http://www.audioholics.com/education/loudspeaker-basics/speaker-break-in-fact-or-fiction/speaker-break-in-fact-or-fiction-page-2</a></p>
<p><a href="http://www.innerfidelity.com/content/evidence-headphone-break">http://www.innerfidelity.com/content/evidence-headphone-break</a></p>
<p><a href="http://www.headfonia.com/test-burn-in-and-production-variations/">http://www.headfonia.com/test-burn-in-and-production-variations/</a></p>
<p>Basicamente, em alguns aspectos os artigos acham diferenças, e em outros não. Ou seja, eles tentam testar a hipótese levantada anteriormente (“o som do aparelho mudou”). Como dito anteriormente, a percepção de alguém comparando o que ouve com o que está na memória não é suficiente, e abre a possibilidade de a hipótese ser falsa. O que as pesquisas acima tentam fazer é justamente testar a afirmação. Porém, mesmo que o resultado seja positivo, <strong>o burn-in ainda não é nada além de uma de inúmeras possíveis explicações.</strong></p>
<p>Os dois primeiros usam medições, e portanto, cientificamente, são mais válidos. O primeiro artigo conclui que o burn-in existe, mas dura segundos e, após certo tempo, o diafragma volta ao seu estado inicial e, quando estimulado novamente, volta a sofrer o amaciamento. O segundo conclui que existem diferenças, mas que grande parte delas podem ser atribuídas a problemas nas medições, decorrentes, por exemplo, do posicionamento do fone na dummy head. Já no terceiro, um avaliador compara dois fones e vê diferenças, mas ao mesmo tempo diz que muitos não as vêem.</p>
<p>Algumas considerações, contra e também “a favor” do burn-in – afinal, o objetivo desse texto é fazer as pessoas pensarem. No primeiro artigo, somente woofers foram testados, e é possível que eles sofram o efeito de forma diferente de fones. Então, eles podem não ser suscetíveis ao burn-in, enquanto fones podem. No segundo, como dito, as mudanças são pequenas e podem ser decorrentes de alterações no sistema de medição. Já no terceiro, as diferenças, que de acordo com o autor são realmente ínfimas, podem ser provenientes de alterações em lotes diferentes do fone. Ou seja, como vocês podem ver, a questão é complicada.</p>
<p><strong>CONCLUSÕES</strong></p>
<p>Pessoalmente, tive a oportunidade de comparar um produto saindo da caixa com um usado três vezes. A primeira, foi comparando um par de Dali Concept 2 saindo da caixa com um par que já tinha sido exposto a mais de 200 horas de música. A segunda foi quando troquei meu SE530 dentro da garantia por um novo. Fui ouvindo o antigo, com uma rachadura no cabo, por duas horas no ônibus. Voltei ouvindo o novo. A última foi quando tive a oportunidade de comparar um par NOS (new old stock) do AKG K1000 com um que havia sido efetivamente usado durante seus vinte anos de vida. Nas três situações, não ouvi diferença alguma.</p>
<p>Como eu disse no início, meu objetivo não é fazer com que as pessoas subitamente abandonem a crença no burn-in. É mostrar que esse fenômeno não é nada além de uma das explicações mais improváveis de uma mudança que, em primeiro lugar, não é comprovada.</p>
<p>Ou seja, a percepção de que o som mudou tem grandes possibilidades de não ser correta. E, mesmo que seja correta, o burn-in não passa de <strong>uma</strong> dentro de <strong>diversas</strong> explicações (como diferenças de lotes, exposição a diferentes condições, posição na cabeça, etc.). E, por isso, não merece ser usada vulgarmente como é, e muito menos considerada uma verdade absoluta, como vejo frequentemente acontecendo.</p>
<p>Pensando bem, essa percepção talvez não seja tão diferente do maluco da esquina. Assim como no burn-in, existem inúmeras explicações possíveis para ele ter visto o unicórnio alado. Ele estar efetivamente lá talvez seja a mais improvável delas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mindtheheadphone.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mindtheheadphone.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mindtheheadphone.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mindtheheadphone.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mindtheheadphone.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mindtheheadphone.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mindtheheadphone.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mindtheheadphone.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mindtheheadphone.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mindtheheadphone.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mindtheheadphone.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mindtheheadphone.wordpress.com/181/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mindtheheadphone.wordpress.com/181/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mindtheheadphone.wordpress.com/181/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=181&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/06/10/o-famoso-burn-in/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>14</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/eb8bcfe2bc6b4fa19a8e205c8fa04dda?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mindtheheadphone</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Avaliação: Bang &amp; Olufsen A8</title>
		<link>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/04/17/avaliacao-bang-olufsen-a8/</link>
		<comments>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/04/17/avaliacao-bang-olufsen-a8/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 17 Apr 2011 20:59:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mindtheheadphone</dc:creator>
				<category><![CDATA[IEMs]]></category>
		<category><![CDATA[a8]]></category>
		<category><![CDATA[bang]]></category>
		<category><![CDATA[bang & olufsen]]></category>
		<category><![CDATA[earbud]]></category>
		<category><![CDATA[earphone]]></category>
		<category><![CDATA[olufsen]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mindtheheadphone.wordpress.com/?p=166</guid>
		<description><![CDATA[INTRODUÇÃO Esse review vai ser meio diferente. Nessa avaliação, por mais estranho que pareça, a parte mais importante não vai ser a análise do som em si, mas sim a conclusão. Ganhei meu primeiro fone de qualidade quando tinha 15 anos. Eu já apreciava um mínimo de qualidade de som, mas não tinha os ouvidos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=166&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>INTRODUÇÃO</strong></p>
<p>Esse review vai ser meio diferente. Nessa avaliação, por mais estranho que pareça, a parte mais importante não vai ser a análise do som em si, mas sim a conclusão.<a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/04/bang-olufsen-a8-earphones_1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-172" title="bang-olufsen-a8-earphones_1" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/04/bang-olufsen-a8-earphones_1.jpg?w=560" alt=""   /></a></p>
<p>Ganhei meu primeiro fone de qualidade quando tinha 15 anos. Eu já apreciava um mínimo de qualidade de som, mas não tinha os ouvidos educados e não fazia ideia do que era um bom som. Esse fone foi o Bang &amp; Olufsen A8, objeto dessa avaliação.</p>
<p>Depois de um tempo com ele, fui ficando cada vez mais insatisfeito com a resposta praticamente inexistente de graves, o que me levou a comprar um Bose IEM (pois é&#8230;). Fiquei um bom tempo perfeitamente feliz com ele, até o momento em que comecei a procurar outras coisas e percebi que o som era sofrível! Era um subwoofer no ouvido, sem qualquer resquício de transparência, definição e correção de timbre. Veio um Sony barato, um Denon C551 e, finalmente, quando quis pegar mais pesado, o Shure SE530, meu primeiro fone mais sério.</p>
<p>Eu amava o SE530. Era fantástico! Se encaixava como uma luva nas minhas expectativas. Porém, após um tempo, quis tentar algo diferente e peguei o Sennheiser IE8, que tomou o lugar do Shure e me fez perceber suas grandes falhas. Foi aí que decidi testar um bom full-size e comprei o AKG K701, que mudou muitos conceitos para mim. Era minha referência.</p>
<p>O grande ponto da história é que nossas preferências mudam, só com testes e experiência com diferentes interpretações é possível definir o que procuramos e o que consideramos ideal. Pois bem. Nesse caminho, o A8 ficou esquecido. Para mim, era só um earbud decente, mas nada que merecesse muita atenção. Após muito tempo com o K701, no entanto, abri minha gaveta e quando vi o B&amp;O esquecido lá dentro resolvi testar para relembrar como ele era. Que surpresa!</p>
<p><strong>ASPECTOS FÍSICOS</strong></p>
<p>O earbud é certamente um dos fones mais bem construídos e elegantes que já vi. A maior parte dele é feita de metal, com algumas partes em plástico e outras em borracha. São ajustáveis em três locais, portanto um fit confortável é garantido. É muito fácil esquecer que eles estão nos meus ouvidos! Uma ressalva é que, sem as espuminhas incluídas no pacote, eles podem machucar um pouco a parte interna das orelhas. Portanto, o ideal é sacrificar um pouco a parte estética e usá-las. Inclusive, os graves também saem ganhando.</p>
<p><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/04/o_bo3.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-171" title="o_b&amp;o3" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/04/o_bo3.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>O pacote é compacto e vem apenas com uma capinha de couro para transporte, manual, adaptador P2 – P10, adaptador para avião e cabo extensor. O cabo, aliás, é uma verdadeira incógnita: é ridiculamente leve e fino, mas não consigo entender como é possível que seja tão resistente! Por muito tempo não cuidei tão bem do fone, e o cabo extensor, durante uma época, era usado quase diariamente e sofreu muito abuso – cadeira passando por cima, nós, terminações puxadas, e tudo mais. E está aqui, firme e forte. Bang &amp; Olufsen, não sei como vocês fizeram isso, mas meus parabéns!</p>
<p><strong>O SOM</strong></p>
<p>Como disse na introdução, fiquei muito surpreso ao ouvir novamente o A8 após tanto tempo. A tonalidade é parecida com a do K701 – são diferentes, obviamente, mas seguem uma mesma filosofia.</p>
<p>O equilíbrio tonal é muito bom: é surpreendentemente linear para um fone nessa faixa de preço. Como é de se esperar, os graves têm pouca presença e impacto mas definitivamente estão ali (ao contrário de muitos earbuds) e, dentro da proposta do A8, são suficientes para mim. Os médios não parecem ter picos ou vales muito significativos e têm boa definição e os agudos têm boa presença e um decaimento muito suave nos extremos.</p>
<p>Arejamento e relaxamento são as palavras chave. A apresentação é incrivelmente leve e descompromissada, e encanta com peças acústicas, mas não faz feio em outros estilos. Isso não significa que ele toque tudo com maestria, mas ao mesmo tempo, é um bom all-rounder e, apesar de ser claro que ele brilha com alguns estilos, não me pego restringindo o que ouço por causa de suas deficiências. Até mesmo músicas eletrônicas que pedem graves são escutáveis. Quero deixar claro, no entanto, que quem está atrás de um fone para ouvir músicas com muita atividade nas frequências mais baixas vai se decepcionar. O B&amp;O até toca, e para sua categoria não faz feio, mas não é o que ele faz de melhor.</p>
<p>Os agudos são bons, têm uma presença doce e tonalidade realmente excelente. A extensão, no entanto, não é das melhores, e a impressão é que falta um pouco de brilho. Muitos<a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/04/a8-1.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-167" title="a8-1" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/04/a8-1.jpg?w=300&#038;h=105" alt="" width="300" height="105" /></a> usuários, porém, podem considerar essa característica uma vantagem, já que ela amplia a sensação de leveza que o A8 proporciona e o torna um fone praticamente incapaz de causar fadiga auditiva. Ele também não parece apresentar sibilância, salvo em algumas gravações já muito sibilantes, mas mesmo nesses casos, o efeito é brando. Essa faixa de frequência também é muito bem integrada ao resto do espectro, e parece ser uma progressão lógica da área dos médios, e não é nem de perto tão agressiva quanto no K701. Quanto à tonalidade, por mais incrível que pareça, aos meus ouvidos é mais correta do que a do JH13Pro.</p>
<p>A região média é excelente. É infinitamente mais linear do que o esperado para um fone dessa categoria e faixa de preço, têm boa definição e a presença, em relação aos agudos, é extremamente bem julgada. Também parece estar num ideal meio termo entre um calor musical e uma frieza analítica. A minha única ressalva é que a separação instrumental é deficiente e músicas muito complexas soam confusas e embaralhadas. Essa característica, aliás, contrasta com o fato de o A8 ser capaz de isolar os vocais em qualquer música e dar a eles uma atenção especial. Não obstante, em muitos gêneros mais pesados a performance é apenas satisfatória. A transparência e a textura também parecem sofrer um pouco, mas novamente, não está nem um pouco aquém do que é esperado de um fone nessa faixa de preço, e fora isso, o detalhamento é muito bom.</p>
<p>Já os graves, como dito anteriormente, são presentes, mas é natural que muitos não apreciem a resposta mais tímida nessa faixa de frequência. Não é que não sejam reproduzidos – eles são, como fica evidente quando pressionamos o fone contra os ouvidos –, mas boa parte deles se perde no caminho, já que esse não é um intra-auricular. Como o A8 é um fone que mantenho por outras razões, essa característica não me incomoda, e em diversos casos, considero com uma presença bem satisfatória. O impacto também não é dos melhores.</p>
<p>No entanto, querer graves num A8 é, na minha opinião, fugir da sua proposta e querer algo que só prejudicaria o que ele faz de melhor: soar correto e despreocupado. Músicas acústicas como Sufjan Stevens, Bert Jansch e Joanna Newsom soam incríveis, com uma delicadeza e leveza invejáveis. Peço desculpas pela repetição descarada da palavra leveza, mas é o que melhor descreve a apresentação do A8. É muito difícil explicar, mas é como se ele fizesse as coisas do seu jeito (muito natural, diga-se de passagem) e não tentasse impressionar ou disfarçar seus defeitos, e é exatamente esse descompromisso e essa leveza de caráter que encantam.</p>
<p><strong>CONCLUSÕES</strong></p>
<p><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/04/a8.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-168" title="A8" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/04/a8.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a>O Bang &amp; Olufsen A8 não é um fone que faz tudo direito, mas isso não é esperado num fone nessa faixa de preço. Não consigo pensar em absolutamente nada de custo semelhante, ou até mesmo um pouco mais alto, que chegue perto de sua capacidade de reprodução de peças acústica.</p>
<p>Porém, devo esclarecer uma coisa. Tenho a impressão de que IEMs, em última instância, são capazes de descrever uma imagem muito maior da música, e mesmo apresentando diversos defeitos com relação à fidelidade de reprodução comparados ao A8, acabam soando mais impressionantes, principalmente a ouvintes menos experientes. O B&amp;O, em contraste, parece mais correto do que boa parte dos fones que já ouvi, de todas as faixas de preço, mas o pequeno tamanho da música apresentada por ele faz com que essas qualidades não sejam tão evidentes. No entanto, acho que isso se aplica a earbuds em geral, já que quando ouvi um Yuin PK1 tive exatamente a mesma impressão. É fantástico, mas o que o torna fantástico não é tão claro.</p>
<p>É como se IEMs mostrassem muito mais sobre as suas qualidades e os seus defeitos, e os bons earbuds, apesar de apresentarem mais qualidades e menos defeitos, não são tão diretos na apresentação dos seus pontos positivos, e então eles são menos percebidos que os dos IEMs, e assim acabam podendo ter um valor menor. Pode parecer estranho e paradoxal, mas acho que para realmente apreciar um bom earbud, um pouco mais de experiência é necessário.</p>
<p>No entanto, devo dizer que o que mais me impressiona no A8 é sua capacidade incrível de me fazer esquecer do equipamento e me concentrar na música. Não sou daqueles audiófilos que ouve o equipamento tanto quanto à música – podem ter certeza que posso me perder numa boa audição em qualquer equipamento que for, seja ele um sistema estéreo high-end ou um radinho de pilha. Valorizo um bom meio de reprodução, como vocês podem perceber, mas, ao contrário de muita gente, para mim isso não chega nem perto de ser fundamental para a apreciação de uma boa música. Em compensação, tudo o que já ouvi até hoje está constantemente me mostrando o que faz de bom e o que não faz; alguns equipamentos até chegam a ponto de praticamente não apresentarem defeitos para mim – como o JH13Pro –, mas não obstante, eles estão sempre sendo claros e chamando a atenção para o que fazem bem.</p>
<p>O B&amp;O A8, no entanto, foge à regra e, diferentemente de qualquer coisa que eu já tenha ouvido até hoje, parece simplesmente me dizer “esqueça tudo, não quero te impressionar, relaxe e escute essa música”! E ele consegue fazer com que eu obedeça.</p>
<p>Um dos maiores elogios que eu posso dar a esse earbud é o fato de, após ter em mãos o JH13Pro e o K1000, ter decidido vender o resto dos meus equipamentos (sendo justo, para comprar outra coisa, mas só vendi o que não me faz falta), incluindo AKG K701, Shure SE530, Sennheiser IE8, UE Super.fi 5vi e Grado SR80i. O único que ficou foi o A8.</p>
<p>A grande questão é que tanto o JH13Pro e o K1000 são melhores do que tudo o que eu tinha mesmo no que eles faziam de melhor. O honesto B&amp;O, no entanto, é a exceção. O que ele faz de melhor eu nunca vi em nenhum outro lugar até hoje.</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong></p>
<p><strong>Bang &amp; Olufsen A8 – R$ 490,00</strong></p>
<p>Driver dinâmico único</p>
<p>Sensibilidade (1 mW): 104 dB SPL/V</p>
<p>Impedância (1kHz): 19</p>
<p>Resposta de Frequências: 50Hz – 20kHz</p>
<p><strong>Equipamentos Associados:</strong></p>
<p>iPod Classic, iMac, Cambridge Audio DacMagic, Little Dot MKIII</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mindtheheadphone.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mindtheheadphone.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mindtheheadphone.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mindtheheadphone.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mindtheheadphone.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mindtheheadphone.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mindtheheadphone.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mindtheheadphone.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mindtheheadphone.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mindtheheadphone.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mindtheheadphone.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mindtheheadphone.wordpress.com/166/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mindtheheadphone.wordpress.com/166/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mindtheheadphone.wordpress.com/166/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=166&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/04/17/avaliacao-bang-olufsen-a8/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/eb8bcfe2bc6b4fa19a8e205c8fa04dda?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mindtheheadphone</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/04/bang-olufsen-a8-earphones_1.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">bang-olufsen-a8-earphones_1</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/04/o_bo3.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">o_b&#38;o3</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/04/a8-1.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">a8-1</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/04/a8.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">A8</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Avaliação: JH Audio JH13 Pro</title>
		<link>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/03/19/avaliacao-jh-audio-jh13-pro/</link>
		<comments>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/03/19/avaliacao-jh-audio-jh13-pro/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 19 Mar 2011 18:38:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mindtheheadphone</dc:creator>
				<category><![CDATA[IEMs]]></category>
		<category><![CDATA[custom]]></category>
		<category><![CDATA[harvey]]></category>
		<category><![CDATA[IEM]]></category>
		<category><![CDATA[jerry]]></category>
		<category><![CDATA[jh audio]]></category>
		<category><![CDATA[jh13]]></category>
		<category><![CDATA[jh13pro]]></category>
		<category><![CDATA[pro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://mindtheheadphone.wordpress.com/?p=136</guid>
		<description><![CDATA[Introdução Fones de ouvido, geralmente, podem ser divididos em duas grandes categorias: grandes e pequenos. É possível encontrar modelos não só num meio termo mas também nas extremidades (às vezes muito extremas). Mas uma regra geral é que os grandes são capazes de uma qualidade de som muito melhor do que os menores. Ou seja, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=136&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Introdução</strong></p>
<p>Fones de ouvido, geralmente, podem ser divididos em duas grandes categorias: grandes e pequenos. É possível encontrar modelos não só num meio termo mas também nas</p>
<div id="attachment_149" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/img_9544.jpg"><img class="size-medium wp-image-149 " title="IMG_9544" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/img_9544.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">JH13 Pro com a custom fibre art</p></div>
<p>extremidades (às vezes muito extremas). Mas uma regra geral é que os grandes são capazes de uma qualidade de som muito melhor do que os menores. Ou seja, quem quer qualidade sem compromisso, deve ir atrás de um bom full-size. Logicamente diversos outros fatores entram na jogada, como conveniência e portabilidade, além do custo, mas o habitual é que um bom circunaural ou supra-aural tem uma performance objetiva bem maior do que a de IEMs na mesma faixa de preço. Digo subjetiva porque é perfeitamente aceitável que alguém prefira um in-ear, mas falando em nome de uma maioria, não há comparação.</p>
<p>Logo após o ainda recente crescimento do setor dos fones de ouvido realmente high end (sobre o qual falei no review do AKG K701), onde se encaixam Sennheiser HD800, Beyerdynamic T1 e Grado PS1000, um novo jogador entrou em campo para disputar espaço, causando um grande alvoroço no head-fi e desafiando a lei do “maior é melhor”: o JH Audio JH13 Pro.</p>
<p>Monitores custom não são novidade; a americana Ultimate Ears foi uma das primeiras empresas a oferecê-los, mas eles eram focados no uso por músicos profissionais como retorno de palco, visto que o molde customizado permitia um alto grau de isolamento – fundamental para que o volume do retorno fosse mais baixo, e portanto mais seguro para o uso sem danos tão fortes à audição.</p>
<p><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/jh13pro_med.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-151" title="jh13pro_MED" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/jh13pro_med.jpg?w=300&#038;h=210" alt="" width="300" height="210" /></a>O mercado cresceu substancialmente, e outras companhias rapidamente passaram a oferecer alternativas. O resumo da história é que, com o surgimento e crescimento exponencial da venda de players portáteis como o iPod, audiófilos foram em busca das melhores formas de escutar músicas fora de casa, e os IEMs são a escolha mais conveniente. No topo do pinheiro dos intra-auriculares se encontram os monitores custom.</p>
<p>Apesar de já existirem há algum tempo, parece que os custom IEMs só foram massificados após a venda da Ultimate Ears para a Logitech, que possibilitou que seu criador, Jerry Harvey, criasse a JH Audio e sua obra prima, o JH13 Pro. Ele causou uma explosão no head-fi que, surpreendentemente, o colocou no nível dos full-size topo de linha. É um intra-auricular moldado para o ouvinte, e possui seis drivers de armadura balanceada por ouvido: dois para graves, dois para médios e dois para agudos. Dois drivers reproduzindo o mesmo som significa que cada um deles terá que fazer metade do trabalho para um dado volume, se comparados a apenas um driver reproduzindo esse mesmo som. O resultado é uma maior capacidade de trabalhar a volumes mais elevados, com um nível de compressão muito menor.</p>
<p><strong>Aspectos Físicos</strong></p>
<p>Ao contrário de intra-auriculares universais, para usar um JH13 Pro, é necessário fazer um molde do canal auditivo, que pode ser feito num audiologista. O fone é confeccionado a partir desse molde, o que permite um grau muito mais alto de isolamento a um maior espaço para alocar os drivers dentro de cada fone. Em teoria, o conforto também é muito maior.</p>
<p>Ele é feito de acrílico e pode ser confeccionado ao gosto do cliente, que escolhe a cor e um artwork que pode ser colocado na faceplate (a parte visível do fone quando ele está</p>
<div id="attachment_148" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/4219018596_2cff38d420_b.jpg"><img class="size-medium wp-image-148" title="4219018596_2cff38d420_b" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/4219018596_2cff38d420_b.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Pelican Case para transporte</p></div>
<p>colocado).</p>
<p>Escolhi pelo fone transparente com a custom fibre art de artwork (o da primeira foto). Ele é bem acabado, mas não é o melhor que já vi – já vi de perto um UM Miracle que tinha uma acabamento melhor. Por exemplo, existem dois pequenos “relevos” em dois lugares, provavelmente pedaços que não foram completamente lixados. Também tive o azar de não obter um fit perfeito, provavelmente porque o molde foi feito com mais pressão do que deveria. Portanto, em breve pretendo mandá-lo novamente à JH Audio para corrigir o problema. Do jeito que está, causa um grande desconforto após algum tempo de uso.</p>
<p>Os acessórios são escassos. O IEM acompanha uma caixinha de acrílico à prova d’água e de choque, uma bolsinha de algum material parecido com veludo e um removedor de cera, além do manual (que aliás é escrito de um jeito bem humorístico e descontraído). O cabo é de boa qualidade, parece resistente e é bem leve, transmitindo pouca microfonia. Em compensação, escolhi pelo cabo transparente, que após pouco tempo começa a esverdear, o que é um problema conhecido desse cabo mas que não tem solução. É apenas estético, mas pode incomodar alguns.</p>
<p><strong>O Som</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Vou começar sendo bem sincero: primeiro de tudo, na primeira vez que coloquei o JH13 Pro para tocar no meu iPod, definitivamente não me impressionei. Encontrei um ótimo equilíbrio tonal e pronto. Não havia nenhuma qualidade sendo jogada na minha cara, querendo chamar atenção – foi até meio decepcionante. Os graves tinham bastante presença, mais do que eu estava acostumado, os médios eram claros e neutros e os agudos tinham uma presença e extensão muito evidentes.</p>
<div id="attachment_147" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/3814313558_cc0574d9e6_o.jpg"><img class="size-medium wp-image-147" title="3814313558_cc0574d9e6_o" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/3814313558_cc0574d9e6_o.jpg?w=300&#038;h=225" alt="" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Molde do canal auditivo</p></div>
<p>Segundo, nunca achei tão difícil escrever uma avaliação. O que acontece é que na maioria dos fones de ouvido, é possível encontrar uma voz própria que se impõe em todas as músicas. Podem ser menos evidentes em alguns e mais em outros, mas ela está lá, e então o que eles reproduzem está muito condicionado ao fone.</p>
<p>No JH13 Pro, no entanto, frequentemente me vejo notando alguma característica em alguma música, por exemplo, achando que ele tem graves um pouco excessivos. Mas aí, quando ouço outra coisa, os graves simplesmente sumiram. Em outros momentos, fico querendo mais calor. Só que coloco Kiss From a Rose do Seal e todo o calor do mundo está lá.</p>
<p>O que acontece, acho, é que nesse IEM, o que entra, sai. Logicamente não é de forma absoluta e passiva, mas nunca ouvi dependência de gravação e fonte dessa forma. É sem dúvida alguma o meio de reprodução mais passivo que já encontrei, e essa frase está vindo de uma pessoa que ouve quase diariamente um par de Jamo R907 (procurem no Google e verão o que é) e que já ouviu obras de arte como Morel Fat Lady, Wilson Audio Puppy e Klipsch Palladium P39F. Não estou dizendo que o fone não impõe suas características porque isso é impossível, mas ele está mais perto disso do que qualquer coisa que eu já tenha ouvido.</p>
<p>Acho que esse é um daqueles fones que não te impressiona de primeira, mas com o tempo vai revelando suas verdadeiras qualidades, que não são tão evidentes numa primeira audição. Mas isso muda.</p>
<p>O JH13 Pro é simplesmente fenomenal.</p>
<p>Primeiro de tudo, o equilíbrio tonal é provavelmente o que considero ideal. Não se esqueça que, na minha opinião, o essa característica é uma das mais importantes num fone, visto<a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/3673388721_6bd2fb226e_b.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-146" title="3673388721_6bd2fb226e_b" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/3673388721_6bd2fb226e_b.jpg?w=300&#038;h=181" alt="" width="300" height="181" /></a> que é o que caracteriza a voz do fone. Os graves têm peso, impacto e definição – características que não costumam andar juntas –, os médios são calorosos, transparentes e presentes, e os agudos têm a melhor apresentação que já ouvi num fone de ouvido. Não são perfeitos, como você vai ver mais adiante, mas em questão de presença, estão no ponto.</p>
<p>Algo que costuma ser como uma regra geral em IEMs é a questão dos graves em fones de armadura balanceada e dinâmicos. Geralmente, estes são caracterizados pelo impacto e presença, enquanto aqueles por uma certa linearidade, textura e definição. Não sei bem como, mas o JH13 Pro tem os dois. Não sou uma pessoa que se importa tanto com impacto, mas ao mesmo tempo isso não significa que ele não é importante. Peso, textura e definição são invejáveis. O K701 ainda era minha referência em graves, mas o JH13 Pro tomou seu posto. O AKG tem graves mais secos, mas o IEM tem tanta definição e textura quanto ele, mas adiciona uma certa gordura, por assim dizer, um pouco de romance e liquidez. Músicas eletrônicas também se beneficiam, e muito, dessa resposta nas baixas frequências, assim como rock. Mas vou entrar em mais detalhes quanto a isso mais pra frente.</p>
<p>Os médios também são um ponto forte do JH13 Pro. Apesar de achar que em alguns casos poderiam ser postos um pouco mais à frente, vejo isso mais como uma preferência minha do que um defeito do fone, que parece ter os médios no lugar certo, não só em questão de quantidade, mas também de qualidade. Parecem estar exatamente no centro do debate calor vs. transparência. Por essa razão, em alguns momentos acho que um tiquinho a mais de transparência cairia bem, apesar de o detalhamento ser excelente.</p>
<p>Não obstante, os médios do IEM não são nada menos que sensacionais. No Piano Concerto n.2 de Rachmaninoff com o solista Lang Lang, encontrei a melhor apresentação de um piano que já vi num fone de ouvido. A gravação é excelente, e aliada ao timbre extremamente correto do JH13 Pro, o piano parece fazer jus à sua classificação de instrumento percussivo. O ataque às cordas é incrivelmente evidente, mas sem perder a delicadeza e melodia que o caracteriza. Vozes não ficam atrás. Tanto vocais femininos quanto masculinos apresentam um grau de naturalidade e realismo de cair o queixo.</p>
<p><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/168724_10150101366364041_132292234040_6184842_1774902_n.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-142" title="168724_10150101366364041_132292234040_6184842_1774902_n" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/168724_10150101366364041_132292234040_6184842_1774902_n.jpg?w=300&#038;h=198" alt="" width="300" height="198" /></a>Nos agudos, a coisa complica. Como disse anteriormente, a apresentação é uma das melhores que já ouvi porque a presença está no ponto, a extensão é excelente e eles são incrivelmente lineares. No entanto, apresentam três problemas: granulação muito evidente, sibilância e, para mim o pior, o timbre parece estar errado. Tanto a granulação excessiva quando a sibilância não me incomodam muito, mas obviamente não são características prazerosas. O timbre, no entanto, poderia ser bem melhor.</p>
<p>O que acontece é que pratos de bateria soam finos e têm muito menos corpo do que deveriam ter. É como se algo que deveria soar como “shwaaaah”, soasse como “shwiiiih”. Parece tosco, mas é uma boa forma de expressar o que ouço. Ainda sim não é um problema muito sério, mas para os meus ouvidos, está lá. É interessante perceber que nunca ouvi nenhuma reclamação a respeito disso, o que me leva a crer que, por ser um custom, existem pequenas diferenças decorrentes do posicionamento dos drivers e comprimento do canal. Muitos usuários não reportam sibilância e nunca li nada sobre o problema do timbre. É possível que o meu seja um caso isolado.</p>
<p>Fora esses problemas, não tenho do que reclamar – muito pelo contrário. Essa presença “spot-on” dos agudos resulta numa claridade e transparência muito grande. A sensação que tenho, após ouvir outros IEMs por algum tempo e depois passar para o JH13 Pro é a de ter retirado um véu da música. É uma sensação parecida, apesar de muito menos significativa, com a de ouvir um Stax estando acostumado a fones dinâmicos.</p>
<p>Agora que pude (tentar) descrever como o IEM se comporta com relação às diferentes faixas de frequência, posso passar para outras características, que na minha opinião, são fundamentais para separar o JH13 Pro do resto dos fones.</p>
<p>Primeiro de tudo, como já disse antes, existe a questão de ele ser muito dependente da fonte. Esse é o caso com relação à sonoridade geral do fone, mas é especialmente evidente no<a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/182043_10150102749454041_132292234040_6203192_887563_n.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-145" title="182043_10150102749454041_132292234040_6203192_887563_n" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/182043_10150102749454041_132292234040_6203192_887563_n.jpg?w=300&#038;h=200" alt="" width="300" height="200" /></a> que diz respeito ao “tamanho” do som gerado por ele. Em todos os fones que já pude ouvir (talvez exceto o AKG K1000), existe uma certa consistência no tamanho – e dinâmica – do som que eles apresentam. Mesmo que estejam tocando algo pequeno e delicado, de alguma forma já existem evidências de até onde esse tamanho pode chegar. É como se o ambiente projetado tivesse um tamanho fixo. Em alguns casos essa característica é muito forte, como por exemplo no K701, que toca qualquer coisa numa caverna, ou no SE530, que toca sempre numa parede.</p>
<p>No JH13 Pro, no entanto, não é bem assim. É comum, por exemplo, em algumas músicas de rock, se assustar quando a introdução com apenas uma guitarrinha limpa se torna uma verdadeira parede de guitarras de um tamanho descomunal. O mesmo ocorre em peças orquestrais. Isso, aliás, me trás a uma outra questão, que é o desempenho espetacular do IEM em rock. É chocante o impacto e ataque que fones desse tamanho conseguem gerar. Ouvindo Creed e Smashing Pumpkins, por exemplo, não consigo fazer o sorriso do meu rosto desaparecer. É, sem dúvida alguma, a performance para rock mais convincente que já tive o prazer de escutar. A palavra é essa, ataque. É como levar um soco nos ouvidos, o que é uma contradição quando comparamos essa capacidade à delicadeza e suavidade das quais ele é capaz em coisas não agressivas. Novamente voltamos à passividade sobre a fonte.</p>
<p>Ainda com relação a esse tamanho, existe uma capacidade impressionante desse IEM, que é a de escalar o som a volumes ensurdecedores sem níveis perceptíveis de compressão. O que acontece normalmente, tanto com fones e caixas de som quanto com amplificadores, é que, em volumes muito elevados (ou perto do máximo nos amplificadores), o som começa a comprimir. Isso é percebido da seguinte forma: num volume baixo, os instrumentos possuem um tamanho pequeno e ocupam um lugar pequeno no espaço. Num volume mais elevado, eles aumentam de tamanho e o espaço relativo entre os instrumentos também aumenta. Porém, chegando a determinados volumes, parece que os instrumentos e esse espaço páram de aumentar, e o que acontece é que o volume fica mais alto mas o som (e o espaço percebido) começam a comprimir de forma acentuada.</p>
<p><a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/167599_10150090318784041_132292234040_6033143_2067008_n.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-141" title="167599_10150090318784041_132292234040_6033143_2067008_n" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/167599_10150090318784041_132292234040_6033143_2067008_n.jpg?w=300&#038;h=194" alt="" width="300" height="194" /></a>No JH13 Pro isso não acontece, devido à existência dos drivers duplos para cada faixa de frequência. Isso significa, como já disse na introdução, que o fone é capaz de trabalhar a volumes elevadíssimos sem qualquer compressão – o efeito é chamado de “increased headroom”, ou “teto elevado”. Na teoria é uma coisa, mas na prática é outra. Eu sabia dessa capacidade, mas não achei que fosse ser uma coisa audível. Eu estava enganado. Em volumes um pouco mais felizes, essa qualidade é bem notável – e fantástica.</p>
<p>Essa questão do tamanho parece estar diretamente relacionada a duas outras. Uma delas é a independência das faixas de frequência. A passividade do JH13 Pro frequentemente se mostra na capacidade de praticamente isolar a reprodução das faixas. Por exemplo, em algumas músicas a sensação é a de que os drivers de graves estão desligados. É comum estar ouvindo alguma coisa praticamente sem graves e, de repente, quando eles surgem, se perguntar “de onde diabos veio isso??”</p>
<p>Uma outra qualidade é a do palco sonoro. Li alguns relatos que diziam que o palco desse IEM era melhor do que a de monstros como Sennheiser HD800 e AKG K701. Nunca ouvi um HD800, mas posso falar pelo K701. Essa afirmação é e não é verdade. Em termos objetivos, ou seja, o tamanho do espaço projetado e a precisão no “pin-point” dos intrumentos é sim maior no JH13 Pro. Ele é capaz de gerar um ambiente inteiramente dependente da gravação dentro da cabeça, com uma especificidade surreal na renderização dos instrumentos em seus respectivos lugares, recorte e arejamento. Em compensação, esse efeito, apesar de melhor e muito mais fielmente reproduzido, é muito menos evidente e convincente no IEM,<a href="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/31777_405038414040_132292234040_4043086_5566847_n.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-139" title="31777_405038414040_132292234040_4043086_5566847_n" src="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/31777_405038414040_132292234040_4043086_5566847_n.jpg?w=300&#038;h=205" alt="" width="300" height="205" /></a> que, ao contrário dos full-sizes, não é capaz de retirar essa imagem da cabeça. Portanto, não é tão simples escolher entre a performance de um e a de outro. Dito isso, não preciso nem falar sobre a separação instrumental – não imagino como poderia ser melhor.</p>
<p>O detalhamento também é impressionante. Se estiver gravado, pode ter certeza que você vai ouvir. Portanto, não adianta querer um desses para ouvir mp3s a 128kbps. A compressão torna-se muito evidente.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Esse custom IEM desafia noções pré-estabelecidas em áudio. Notaram que fiz poucas referências a estilos musicais? Pois é. Não existe estilo musical no qual ele não se sinta perfeitamente em casa. Como disse, rock é um no qual ele se destaca, mas não ouvi nada em que ele não se saísse incrivelmente bem. É o meio de reprodução mais passivo e neutro que já tive o prazer de ouvir.</p>
<p>Se você, leitor, puder comprar um JH13 Pro, por favor, faça esse favor a si mesmo. É impossível não ficar satisfeito.</p>
<p><strong>Ficha Técnica</strong></p>
<p><strong>JH Audio JH13 Pro – US$ 1099,00</strong></p>
<p>6 drivers de armadura balanceada: dois para graves, dois para médios e dois para agudos</p>
<p>Sensibilidade (1 mW): 119 dB SPL/V</p>
<p>Impedância (1kHz): 28</p>
<p>Resposta de Frequências: 10Hz – 20kHz</p>
<p><strong>Equipamentos Associados:</strong></p>
<p>iPod Classic, iMac, Cambridge Audio DacMagic, Little Dot MKIII</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mindtheheadphone.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mindtheheadphone.wordpress.com/136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mindtheheadphone.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mindtheheadphone.wordpress.com/136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/mindtheheadphone.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/mindtheheadphone.wordpress.com/136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/mindtheheadphone.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/mindtheheadphone.wordpress.com/136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mindtheheadphone.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mindtheheadphone.wordpress.com/136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mindtheheadphone.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mindtheheadphone.wordpress.com/136/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mindtheheadphone.wordpress.com/136/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mindtheheadphone.wordpress.com/136/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mindtheheadphone.wordpress.com&amp;blog=19595100&amp;post=136&amp;subd=mindtheheadphone&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://mindtheheadphone.wordpress.com/2011/03/19/avaliacao-jh-audio-jh13-pro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>8</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/eb8bcfe2bc6b4fa19a8e205c8fa04dda?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">mindtheheadphone</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/img_9544.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">IMG_9544</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/jh13pro_med.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">jh13pro_MED</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/4219018596_2cff38d420_b.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">4219018596_2cff38d420_b</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/3814313558_cc0574d9e6_o.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">3814313558_cc0574d9e6_o</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/3673388721_6bd2fb226e_b.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">3673388721_6bd2fb226e_b</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/168724_10150101366364041_132292234040_6184842_1774902_n.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">168724_10150101366364041_132292234040_6184842_1774902_n</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/182043_10150102749454041_132292234040_6203192_887563_n.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">182043_10150102749454041_132292234040_6203192_887563_n</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/167599_10150090318784041_132292234040_6033143_2067008_n.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">167599_10150090318784041_132292234040_6033143_2067008_n</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://mindtheheadphone.files.wordpress.com/2011/03/31777_405038414040_132292234040_4043086_5566847_n.jpg?w=300" medium="image">
			<media:title type="html">31777_405038414040_132292234040_4043086_5566847_n</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
